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    Edgar Shaw

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    Mensagem por Faor Ter Out 27, 2020 7:26 pm






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    Shaw fica satisfeito e menos nervoso com os primeiros passos curtos da uratha. Estar em movimento é sempre mais agradável para ele.


    Maria escreveu:"Era dela. É seu. O alimente com o essência e vou ouvir suas próximas palavras."

    Ele sorri honestamente agradecido. Não pensa em explorar isso, mas era um vínculo que ele ficou contente por manter. E isso o surpreendeu.


    Maria escreveu:"Não entendo, mas entender tudo é bobagem."

    Outra vez ele sorri. - Eu acho que precisava ouvir isso. - A interrupção é breve e ele mantem atenção sobre o que Maria diz sobre sua mãe, mas esse raciocínio acabou de ser tatuado na mente de Shaw.


    Maria escreveu:" (...) Tem coisas horrendas no mundo, horrendas o bastante para ofender por existir."

    Dessa vez ela sorri, pedindo para uma resposta e Shaw precisa de um segundo conter a satisfação com a conversa. - Eu não podia sentir isso do nada, não é? Sabe Maria, primeiro o meu mundo era limitado a um palmo do meu corpo, nunca olhava para trás e nem para frente para dizer a verdade. - Ele pensava alto, com a cabeça baixa. - Claro que eu mudei. - Era sobre a transformação, ser um Uratha, mas ele não foi tão claro. - E eu passei a querer fazer parte... - Ele não completou o raciocínio, mas era legível: fazer parte de alguma coisa, de uma família, a alcateia, uma tribo, o protetorado que seja. Pertencer a algo maior e com significado. - Mais do que ter ou defender um domínio, mais do que ser alguém importante, é fazer parte mesmo. Pertencer. Ter significado. Isso não tinha valor mas eu sinto isso cada vez mais forte. - "Só que..." A respiração deixava claro, não era tudo.

    - Mas isso não cresceu sozinho. Isso alimentou e foi alimentado justamente porque sim, você está certa. Tem coisas que ofendem mesmo por existir. Mas não ofenderiam o velho Shaw que só olhava pro próprio umbigo... Agora é diferente, e eu tenho essa sede, essa vontade.


    Maria escreveu:"Não conheço você. Não sei quem é."

    - Hehehe, você está certa outra vez. - Ele acena indicando que ela não tem do que se desculpar. - Você fala dela e as diferenças ficam por minha conta!

    Ela segue falando sobre Sortuda e ele tenta absorver cada letra, cada tom. Saboreia uma boa refeição, seu prato predileto.

    Maria escreveu: "Você se sente assim? É assim? São parecidos?

    - Sim e não. Não me sinto leve e destemido e nem muito esperançoso. Acho que sou mais prático, no sentido de que faço o que tem que ser feito, acreditando ou não no sucesso. Talvez o resultado seja o mesmo e talvez alguém ache que isso é alguma força, sei lá, não me importo. Mas sim, sou enxerido! Acho que tento cavoucar, remexer mesmo, para tentar pegar alguma coisa. Talvez seja teimosia pura..

    Quando ela fala brevemente sobre o pai e mais sobre Krants, Shaw fica sério mas apenas pelo assunto, talvez para esconder uma vergonha boba, uma inibição por falar sobre algo tão pessoal dos pais. Ele nunca tinha se feito essa pergunta e não deu valor para ela agora. Também não deu a mínima para o que Krants poderia querer.

    Ela segue relatando e ele, recebendo bem todas aquelas informações. Ele sorri mais. - Nessa energia radiante, nessa animação, não tem dúvidas, não é? Não ganhei isso dela! - Ele se lembra dela basicamente como piloto, certamente como militar. - Ela não gostava de me ajudar muito com coisas da escola, mas adorava participar de brincadeiras, de mexer comigo, me provocar, mas nunca nos estudos. Lembro do sorriso dela quando aprontava alguma comigo ou com meu pai, ela se divertia. Na hora de me ajudar na escola, ficava séria e vestia a cara de soldado. Malandra!

    Shaw para de caminhar, olha o mar escuro e de volta para Maria. - Eu fui um idiota com Ash. - Ele falou sério e de repente. - Ela foi gentil comigo. - Desapontado. - Você me procurar foi um favor que eu não pedi. E que não vou esquecer. Vocês duas falaram da minha mãe com carinho, com respeito. Eu poderia ouvir qualquer absurdo. - Ele olha em volta, atento, e de volta para ela. - Eu sabia muito pouco, nada. Ela poderia ser uma porcaria e eu receberia a verdade com a mesma gratidão. Mas vocês me entregaram a verdade em um quadro que eu não poderia esperar.

    Ele suspira sem tirar os olhos da Sombra Descarnada. - Ela morreu lutando contra uma loucura maior. Poderiam ser tantos outros que estão aqui hoje. Aliás, foram muitos. A loucura ainda existe, ainda mata. Como ela via isso, o que ela sabia? - Ele levanta as mãos acenando e negando a pergunta com a cabeça. - Quero dizer, a guerra atropelou ela e a tribo dela, como poderia acontecer com qualquer um, ou ela sentia que estava no caminho da guerra, ela sentia que teria que enfrentar algo muito sério?

    O irraka meio que tenta explicar a pergunta antes de dar tempo para Maria responder. - Ser atropelado é uma coisa, faz parte, a vida segue ou é interrompida. Nem sempre dá para reagir da melhor forma a tempo. Mas eu pergunto para você, pela boa amizade de vocês, mesmo com toda a lealdade à tribo que você comentou, se você acha que ela sabia que havia algo de muito errado. Nesse caso, alguém viu algum sinal antes e isso pode querer dizer alguma coisa. - O final do raciocínio saiu mais tímido, era a linha de pensamento dele, para ele, mas ele acabou dizendo aquelas palavras também.



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    Mensagem por Wordspinner Qui Out 29, 2020 3:51 am

    Shaw escreveu:...remexer mesmo, para tentar pegar alguma coisa...

    "Nem todas as buscas terminam em respostas. Algumas terminam em perguntas muito piores do as dúvidas que as geraram, não quero que pare de procurar. Nunca, mas esteja pronto para olhar o vazio. Esteja certo de você mesmo." A voz distante de novo. Os olhos fugindo para o céu e perdidos em qualquer lugar do tempo.


    Shaw escreveu:...ficava séria e vestia a cara de soldado. Malandra!

    "Ela teve muitas dificuldades, ela provavelmente queria te ensinar o que ela sofreu para aprender. A disciplina por trás das vitórias custosas contra as provas." Ela parece surpresa por um momento antes de procurar desculpas para a amiga.

    Shaw escreveu:...entregaram a verdade em um quadro que eu não poderia esperar.

    "É só a verdade." Ela diz puxando uma parte da roupa presa em uma planta. "Ela não era perfeita, mas chegava perto. Bem pertinho. Eu não gosto de contar histórias, mas acho que nos duas devemos isso a ela."

    Ela ouve o irraka até o final. Não tenta forçar uma responde onde ele claramente pretende continuar falando. Ela espera. A expressão do rosto se torna preocupada. Um pouco contrariada. "Queria poder dizer que não sabiamos de nada e mesmo assim queria poder dizer que sabiamos muito bem o que estava para acontecer. Mas não sabiamos e nem sabemos. Mas tinha acontecido antes. Primeiro em um tempo de grandes provações. As grandes guerras tiveram um alcance e uma magnitude incomparável no nosso mundo. Talvez só a morte de Urfarah tenha sido um impacto tão grande. Uma alcateia se perder num dos piores momentos da existência... Improvável? Não." Ela não está feliz. Mas a expressão no rosto não é desagrado ou raiva. Ela está pensando. Se concentrando profundamente para alcançar e filtrar memórias. "A segunda que nós soubemos, eles foram corrompidos pelos devoradores de Lyon. Formidáveis e aterrorizantes. Com poderes além dos nossos. Quão fácil é ver as conexões hoje? Quão difícil era antes?" Ela assumia um tom inquisitivo, questionava tanto o irraka quanto a si mesma. "Ela não tinha ideia. A verdade é que não temos prova alguma. Um matematico diria que existe uma chance de não haver qualquer força externa. De não haver até agora nenhuma mão movendo peças nas sombras. Nenhuma serpente gotejando veneno nas almas dos nossos irmãos fantasmas. O que nos temos como prova? Nada além do desejo de que as coisas façam sentido. Rumores quebrados e vazios. Sonhos mal esquecidos. Não convenceriamos nenhum juri hoje. Vinte anos atrás?" Ela suspira. Imediatamente cansada. Sombras do passado se esgueiram para os olhos dela.

    "Desculpa Shaw. Eu não sabia. Não soube no dia. Ash e eu fomos poupadas da batalha. Muito novas se comparadas aos inimigos. Nosso alfa achou que seriamos uma fraqueza. Mas sua mãe era um dos Espinhos de Prata e eles todos lutavam todas as batalhas e a sabedoria dessa posturas matou a alcateia junto com ela. Se eu e Ash estivessemos lá isso teria feito alguma diferença? Se ela não estivesse lá o sua alfa teria morrido protegendo ela? O passado tem sempre mais perguntas que respostas." Ela se abaixa. Depois se senta na grama. Os olhos que até agora estavam fixos no uratha olham para o céu procurando a lua. "Vimos muitos sinais. Muitos. O que eles querem dizer? Ainda não sei, mas é algo convoluto e obscuro e complexo e cruel. Ou o simples encontro frio das nossas expectativas com uma realidade extremamente desagradável. Eu não estava lá. Eu não me despedi. Eu não a vi indo para luta. Eu estava lendo na varanda enquanto a luta acontecia. O que estava no coração dela? Na mente dela? Não sei. Mas... ela lutou e caçou o que acreditava e como acreditava. Todos já vigiavamos os fantasmas, ela deve ter desconfiado de algo quando soube, mas não tivemos a chance de conversar." Ela hesita. Olha o irraka.

    "Senta. Eu falei demais. Ela era forte e posso apostar que não reprovou a própria alcateia nem no seu último segundo. Mas talvez ela tenha se perguntado onde eu estava. Eu e Ash. Também não sei essa resposta." A expressão dela lentamente abandonando o esforço e a dor. "Com quem eu to falando? Pra quem eu dei as preciosas lembranças sobre minha amiga?"


    Off:
    Quando ela diz fantasmas ela quer dizer, aqueles que caçam nas sombras. É o apelido deles.
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    Mensagem por Faor Sex Out 30, 2020 3:25 pm






    Edgar Shaw - Página 4 268_2610




    Shaw observava Maria com respeito e atenção. E percebe com alegria que ela tenta defender Elizabeth.


    Maria escreveu:"Queria poder dizer que não sabiamos de nada e mesmo assim queria poder dizer que sabiamos muito bem o que estava para acontecer. Mas não sabiamos e nem sabemos. (...) O que nos temos como prova? Nada além do desejo de que as coisas façam sentido. Rumores quebrados e vazios. Sonhos mal esquecidos. Não convenceriamos nenhum juri hoje. Vinte anos atrás?"

    Ele a vê cansada e leva a mão ao ombro dela, pressionando levemente, como um apoio. - Acho que isso encerra o assunto. Se olhando para trás, sabendo mais e conhecendo as consequências ninguém pode explicar o que aconteceu... bom, isso significa alguma coisa, não é?

    A voz dele saiu suave, distante e ela seguiu dizendo, pedindo desculpas. Ele gesticula negando, afastando as desculpas e ela segue o raciocínio, ponderando opções que ninguém teve. Ela se senta e ele se abaixa, ficando de cócoras pouco à frente dela.


    \"Maria escreveu:"Vimos muitos sinais. Muitos. O que eles querem dizer? Ainda não sei, mas é algo convoluto e obscuro e complexo e cruel. Ou o simples encontro frio das nossas expectativas com uma realidade extremamente desagradável..."

    - Isso faz sentido, e é cruel, não é? Pode simplesmente não ter explicação... - Ele fala com um pouco de frustação, sem encarar a visitante. Esperava que houvesse alguma explicação, mas nada alimentava essa esperança.


    \"Maria escreveu:"...Eu não estava lá. Eu não me despedi. Eu não a vi indo para luta. Eu estava lendo na varanda enquanto a luta acontecia. O que estava no coração dela? Na mente dela? Não sei. Mas... ela lutou e caçou o que acreditava e como acreditava. Todos já vigiavamos os fantasmas, ela deve ter desconfiado de algo quando soube, mas não tivemos a chance de conversar."

    Novamente ele reage, tocando ela brevemente no braço e tentando oferecer uma expressão que a conforte. - Ela deve ter ficado satisfeita em vocês não estarem com ela no momento final. - Não podia saber se estava certo, mas ele sentia isso, seria o desejo dele.


    \"Maria escreveu:"Senta. Eu falei demais. Ela era forte e posso apostar que não reprovou a própria alcateia nem no seu último segundo. Mas talvez ela tenha se perguntado onde eu estava. Eu e Ash. Também não sei essa resposta." A expressão dela lentamente abandonando o esforço e a dor. "Com quem eu to falando? Pra quem eu dei as preciosas lembranças sobre minha amiga?"

    Ele senta ao lado dela. - É isso, duvido que ela tenha se arrependido. Caiu fazendo o que acreditava. Talvez ela tenha se perguntado sim onde vocês estavam, mas é como eu disse, acho que ficou satisfeita que vocês estavam seguras naquela hora. Deve ter sorrido pensando nisso. - Ele falava com o coração, não tentando achar as palavras. Sentia ainda menos certeza agora, mas a lembrança do sorriso da mãe foi boa.

    - Você deu suas lembranças para um amigo, Maria. - Ele sorria para ela, com os braços apoiados nos joelhos dobrados. - Tudo a seu tempo, claro. E gratidão não é amizade, não ainda, pelo menos. Mas eu sou muito grato e vou lembrar com carinho que você veio aqui sem eu te chamar. - Ele lembra da conversa com Ash e sente vergonha. - Eu ainda vou falar com Ash, que me recebeu muito bem, mas fiz ela se desgastar, pressionando por uma pista, um norte por onde eu poderia procurar...

    Depois de um breve silêncio, ele continua. - Enfim, obrigado. E conte comigo. Chame de Edgar, ou Ed, se não quiser misturar os Shaw. Mas quem eu sou? - Ele ri e olha pro horizonte. - Eu cresci em revolta, acho que revolta infantil mesmo. Culpando tudo e todos, menos eu, claro. Meu pai meio que desistiu, ela não estava aqui, eu também desisti, ao meu modo. Mas aí eu me descobri sendo algo a mais do que aquele garoto. Isso foi muito louco mas é fato que sinto isso, sinto a Lua. - As mãos inquietas procuram alguma coisa na grama. - Mas agora estou conhecendo mais a minha mãe e pô... isso é muito, sabe? - Ele está quase emocionado, a ausência da mãe sempre o marcou e agora ele sente a presença dela. - Um mundo de boas lembranças está passando na minha cabeça e eu sinto que posso me apoiar nela. Sou um Shaw, um Garra Sangrenta, mas sou um Algoz do Escuro, não sou a Elizabeth radiante, não sou a Sortuda e mesmo assim sou filho dela. Acho que estou na minha melhor fase! - Ele falava em tom de piada, mas era verdade.

    - Maria! - Falou de subto. - Qual era a Lua dela? - Ele sorri olhando devolta para ela pensando em como não tinha feito essa pergunta ainda.




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    Mensagem por Wordspinner Qui Nov 05, 2020 12:42 pm

    Ela faz que sim com a cabeça. Mas é um movimento difícil. Custoso.

    Shaw escreveu:”Não ter explicação...”

    “Deve ter alguma. Muitas. Quem sabe?” Ela suspira olhando o céu de novo. “É cruel. É injusto. Quanto risco você tá correndo com seus amigos? Ninguém sabe. Não de verdade. Mas ninguém quer passar por isso de novo. Ninguém quer passar todos os dias procurando mudanças sutis. Sendo paranoicos sobre cada movimento ou palavra que um deles diz. Você estaria prestando atenção, não é?”


    Shaw escreveu:"...ela no momento final."

    Ela continua olhando o céu. "Ela tinha a alcateia dela. Então eu espero que esteja certo."

    Shaw escreveu: "Deve ter sorrido pensando nisso."

    Ela respira fundo prendendo o ar um longo instante. "Eu teria preferido ela aqui. Mas eu e Ash nunca íamos ter coragem de começar um ataque em outra alcateia. Não do jeito que eles fizeram. Não antes. De verdade, eles estavam melhores sem a gente."

    Ela assiste o irraka falar com alegria nos olhos. Prestando muita atenção em cada movimento dele. O céu temporariamente esquecido. "Lua cheia. A lua bem em cima de Marte." O telefone de Shaw sacode com uma mensagem. Ela olha na direção do barulho. "Hora de ir?" Ela diz preguiçosa.

    Não era nenhuma mensagem humana. Um aviso da agenda. Um dos blogs que Shaw segue tinha recebido uma postagem. O titulo "Magnata desaparecido volta a cidade com festa milhonaria!"
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    Mensagem por Faor Seg Nov 16, 2020 6:25 pm






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    Maria escreveu: “É cruel. É injusto. Quanto risco você tá correndo com seus amigos? Ninguém sabe. Não de verdade. Mas ninguém quer passar por isso de novo. Ninguém quer passar todos os dias procurando mudanças sutis. Sendo paranoicos sobre cada movimento ou palavra que um deles diz. Você estaria prestando atenção, não é?”


    Ele acompanha o olhar dela para o céu, sintonizado com ela mas continua com o rosto virado para cima quando ela o questiona. - É difícil Maria. - Ele não explica e não olha para ela ainda. Agora procura identificar ervas daninhas na grama à frente. - Ninguém quer passar por isso. - Shaw fala baixo, evitando o olhar dela. - Eu sigo tudo e todos com o nariz e com os olhos. O tempo todo. Os algozes também? Claro! - Ele sorri visualizando a casa. - E isso nem é cansativo... é, sei lá, natural! - A voz não é firme e nem tem animação. - Mas quanto tempo mais vou precisar conhecê-los para perceber alguma mudança, se acontecer? Nós estamos nos descobrindo. Eu mesmo estou mudando, me transformando. - E ao evitar olhar para ela, o pensamento fica mais claro, as dúvidas mais evidentes, mas a imagem do pai ofusca todo o resto. Saudades? Ele perde o raciocínio e olha para ela, inseguro. Era disso que ela estava falando? Ele nem tem certeza.

    Ela reage bem, mas ainda reflete sobre os últimos momentos de Sortuda. Shaw apenas sorri de volta. Ele era sincero na aprovação dele e tinha absoluta certeza de que isso não faria diferença. O barulho do mar, suave, e um carro duas quadras dali mantém Shaw no mundo real, mas ele está satisfeito com a conversa.


    Maria escreveu: "Lua cheia. A lua bem em cima de Marte."

    - Olha só! Uma Rahu Garra Vermelha! Sortuda e Gloriosa... acho que consigo imaginá-la feliz. - Ele diz para si próprio mas o telefone vibra e instintivamente ele monitora a mensagem.


    Maria escreveu: "Hora de ir?"

    Dedicado, ele encaminha a mensagem para Karen com uma interrogação logo depois. Rapidamente devolve o celular para o bolso. - Não é tarde e isso aqui não é urgente. - Ele ponta para o bolso onde guardou o celular mas ela poderia ler a tentativa dele de mentir. Era tarde e ele não sabia se aquilo era sério ou não. Na dúvida, Shaw sempre fica desconfiado. Sempre.

    - O que você gostaria de fazer? - Ele sorria novamente. - Se quiser ir, eu gostaria de caminhar com você de volta. - Até o início do território dela, não apenas até o final do dele. - Obrigado. - Por vir, pelo tag, pela conversa.



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    Mensagem por Wordspinner Ter Nov 24, 2020 7:46 pm

    Shaw escreveu:...imaginá-la feliz.

    "Ela era..." Ela diz num sussurro sem pensar. Quando o irraka termina ela se levanta. Bate a grama da roupa lentamente. "Que eu quero fazer? Eu tenho que correr. Correr em um lugar perigoso com coisas estranhas espreitando." Ela olha para ele pensativa. Claramente pensando em algo distante. "A noite é para isso. Mas pode andar comigo até lá." Ela deixa um leve sorriso tocar os lábios.

    Em pouco tempo os dois estão andando juntos em silêncio. Passos sincronizados pelo tempo. Um carro passa rápido enchendo de a noite de luz e som por um instante. Era curioso pensar aquele breve momento séria agonia pura para o Totem, para o Caminhante Noturno. Era engraçado que tenha sido através dela que eles se conectaram ao espírito e depois sozinhos conquistaram sua confiança e patronagem.

    Terra de ninguém. Eles estão em uma rua mal iluminada em território que não pertence a nenhuma alcateia. Um monte de trailers e casas populares com suas luzes acesas logo abaixo. Shaw já esteve ali antes. Perto dali, entre as árvores, ele conheceu Wendy. Ele viu um uratha corrompido. Algo que foi como ele um dia. Uma pessoa normal. Depois um lobisomem, uma especie de monstro muito particular. Agora... O que era aquilo?

    "É aqui. O fim da linha. Pode voltar." Ela olha lá para baixo e depois para o céu de novo. Uma respiração longa e ela deixa a contemplação para trás. "Seja um bom garoto por favor, mas não bom demais." Ela sorri e espera a despedida de Shaw antes de correr para longe como um lobo cinza de olhos bem amarelos.

    ----

    Shaw não consegue terminar de ler a noticia no blog. Não pela falta de sinal. Era ruim ali, mas nem tanto. Shaw para de ler quando as letras são interrompidas por uma foto dividida em duas. A primeira metade era uma mansão. A segunda era um homem jovem e sorridente. Nada terrível até aí. Ninguém acharia aquela foto assustadora. Mas Shaw tremia. Sentia gosto de sangue na boca. Ele conhecia os dois. Ele conhecia a mansão, ele a tinha invadido na primeira noite. Ele conhecia aquele rosto, ele o tinha despedaçado na primeira noite.
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    Mensagem por Faor Sex Nov 27, 2020 12:16 pm






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    Shaw se levanta com ela, enquanto avalia o entorno.

    Maria escreveu:"Que eu quero fazer? Eu tenho que correr. Correr em um lugar perigoso com coisas estranhas espreitando." (...) "A noite é para isso. Mas pode andar comigo até lá."


    Ele percebe o sorriso depois do momento de reflexão e gosta disso, mas tem um ar preocupado.
    - Não quero ser inocente demais, mas a sensação de urgência é geral... - Mas ele sorri, já caminhando ao lado dela. - Seus assuntos são seus, mas não consigo imaginar o que você pode encarar como estranho, como desconhecido. Que você precise enfrentar perigos, ameaças, não tenho dúvidas. - Ele mesmo se reprova, sorrindo e olhando o chão sob os pés. - Inocência minha outra vez. - Mas não se explica ou se retrata.

    Totem.

    Foi preciso esse momento com Loba sem Sombra para Shaw olhar mais para outros lados, até para ele mesmo. Sentiu um aperto, um remorso, ao avaliar o quão pouco ele considera a visão do Caminhante, quase sempre apenas reagindo. Ele sente raiva do carro, mas isso não é verdade. Sentiu raiva dele mesmo. Ao fazer isso, lembrou do telefone moderno no bolso mas logo ignorou.

    - Esse lugar aqui me provocou, me fez mudar alguma coisa. - Estavam próximos de onde Wendy foi atacada tempos antes. - Vi uma aberração aqui e sabia que não podia fazer nada. Ali quis fazer parte de alguma coisa maior.


    Maria escreveu:"É aqui. O fim da linha. Pode voltar." (...) "Seja um bom garoto por favor, mas não bom demais."


    Ele sorri sem tirar os olhos dela. - Está certo. - Ele estica o braço, estendo a mão não para um aperto, mas para um toque, um carinho. - Eu não sei bem o que sou, mas acho que esse risco eu não corro. - Pisca o olho para ela e não se move observando a transformação e o movimento do corpo da loba se afastando. Da mesma forma, como um lobo com um manto cinza escuro e os pelos claro no abdômen ele retorna para o território para o compromisso.

    Apenas sobre as areias ele abandona as quatro patas e segue até o mar, oferecendo seu sangue. Antes de retornar para casa, ele confere o telefone, não sem fazer uma careta. Abre o blog e não consegur se mover.

    Ele decide ir lá, o quanto antes. Precisa ir.

    OFF:
    Lembro que era em uma área nobre, mas não sei se é perto ou do outro lado da cidade. Fica no território de alguém? Precisa passar no território de alguém para chegar lá? Não sei se é tarde, longe, idiota de alguma forma ir para lá agora, mas se não for desrespeitar outras alcateias, ele vai agora.

    Acho que dá para abrir espaço aqui para um Sangue de Lobo. Sílvia ou Joe devem topar uma volta, uma história e ver um morto vivo milionário. Shaw pode passar na casa, reportar para onde vai e conseguir alguma companhia.



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    Mensagem por Wordspinner Qui Dez 24, 2020 10:45 am

    Ela segura as duas mãos do irraka com carinho. Muito carinho. "Somos todos crianças inocentes em algum lugar." Então ela vai sem mais palavras.

    --

    Joe adora o convite para a festa. Em menos de dez minutos ele está tão limpo quanto consegue na melhor roupa que tem. Não melhorou muito. Mas ele tentou. Até pegou um perfume do Connor, uma camisa do Francis e óculos do Marco. Sim óculos escuros de noite. Ele só não está levando nenhuma preocupação ou seriedade. Ele vai para festa. Farrear.

    Nenhum dos dois tem carro, então pediram um de aplicativo. A entrada da mansão estava cheia de carros. Lá dentro tinha um palco pronto. Holofotes coloridos. A piscina brilhava com tons fluorescentes. As sombras dançavam no jardim. Uma banda um show fazia um bem particular. Duas ambulâncias paradas na frente, os paramédicos conversando e assistindo o show. Os três andares bem acesos na mansão. Opulento de fora. Talvez ainda mais por dentro.

    Quatro seguranças na entrada principal. Dois estavam à paisana, mas era impossível Shaw não perceber. Uma fila de pessoas esperando para entrar. Negados. Telefones nas mãos enquanto tentam procurar um jeito de passar. Um casal segue direto para os seguranças que verificam uma lista e logo os deixa passar

    "Barra, mas faz aí sua magica pra por a gente lá dentro, vai. " Ele olha em volta com uma mistura de resignação e euforia. Olhos bem abertos medindo as pessoas na calçada larga. Olhos cobiçosos medindo carros sem seus donos. Ele assobia alto perto de um carro parece feito só para impressionar com luzes inúteis para todo lado e um espaço obsceno para duas pessoas. "A gente bem que pode dar uma volta num desses na saída." ele pisca.

    O lugar está vivo. Intensamente vivo. Quase uma provocação. Como um farol. Você a voz nos alto falantes. Nem sabia que lembrava exatamente dela, mas os sentidos que tinha naquela noite gravaram fundo aqueles gritos. Mas dessa vez a voz tem uma alegria, quase dá para ver o rosto estraçalhado sorrindo para você através do tempo. Direto da noite sangrenta até aqui. As luzes mudam. Umas batidas no microfone. O telão no palco muda de cor. Seu corpo te leva sem pensar. Joe corre para acompanhar, mas é quase esquecido. Os pés sobem rápido de um banco para um muro para uma árvore. O sangue lupino lá embaixo para de te acompanhar e começa a fingir que nem te conhece. Mas ninguém mais parece ter notado. Dê lá você consegue ver o rosto dele no telão. Pequeno pela distância. Mas é ele. "...dade é que eu agradeço a todos por virem e peço humildes desculpas por tê-los deixado tão sozinhos. Não vai acontecer de novo e com essa noite que peço perdão pela minha ausência meus amigos. Vocês são minha família. Eu estava esperando vocês chegarem." Uma breve ovação e a banda assume o palco novamente. As palavras carinhosas, o rosto amigável e simpático e sem marcas. Quem diria que algo assim pudesse ser assustador para um monstro feito para matar?
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    Mensagem por Faor Sab Jan 16, 2021 4:24 pm






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    No carro do estranho, Shaw manteve um silêncio fúnebre e logo Joe desistia de tentar pescar alguma coisa. Chegando lá, vendo a movimentação, ele puxa o Algoz de lado.

    - Cara, escuta bem. A ideia é dar uma olhada, eu achei melhor trazer alguém para eu não fazer merda sozinho, mas escuta bem. - O irraka estava mais sombrio que o de costuma, sem sorrisos. - Como você está aqui, eu não vou cagar tudo... Agora, esse cara, o dono da porra toda, foi um dos que eu arrebentei na minha primeira noite. E bicho, eu arrebentei pra valer. Do tipo, não tinha mais porra nenhuma pra arrebentar, sacou? Não tinha sobrado porra nenhuma... E agora o maluco está dando uma festa?!

    Quando o Lua Nova percebe a mudança no show, ele logo avança e observa tudo do alto. Absurdo. Impossível. Uma espiada para o outro mundo. Alguma coisa está muita errada. De volta, ele sabe que é capaz de entrar, mas como para quê trouxe Joe? Agora é melhor pensar em alguma utilidade e também se perguntar até aonde vale a pena tentar entender o que está acontecendo. Por isso ele desce e logo encontra o parente próximo aos carros de luxo.

    - Aqueles dois caras de peito largo não estão barrados. Eles são da segurança também. Não chama tanta atenção aqui. - Pelo braço, Shaw puxa Joe em direção à fila, onde tem mais gente aglomerada falando alto. - Em algum lugar aqui tem uma entrada de serviço. Anda junto comigo, sem cara de festa, cara de saco cheio. Vamos pegar alguma coisa pesada, uma escada, caixa, o diabo que for, nos misturar e tentar entrar. Sem forçar, sem ir preso e sem apanhar, sacou? Deu merda, dá meia volta e vá tomar uma em outro lugar. Avisa o Axel se puder. Eu não vou entrar de qualquer jeito, mas se der certo, olhar lá de dentro é bem melhor.

    Ele logo cutuca o ombro do rapaz e aponta as ambulâncias, passar por trás delas e tentar ver alguma movimentação de serviço foi a melhor ideia que Shaw teve para infiltrar o outro. Para quê? Ele não tem muita certeza, mas a companhia está fazendo bem, como um radiador para o sangue que ainda não ferveu.



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    Mensagem por Wordspinner Seg Jan 18, 2021 2:32 pm

    Joe fica claramente perdido quando Shaw explica tudo. "A festa é k.o.?" Dá para ouvir alguma coisa quebrando na cachola dele. "To na beca e atoa? Não mano, eu vou entrar pela porta da frente. Chega comigo que a gente tá junto. Aquele carinha com cara de assassino na porta é parça. Cola na minha." Com uma coragem inacreditável para quem é, Joe avança confiante até a porta. Shaw tem que lutar para não torcer contra o plano de Joe. Todos os instintos são contrários. Ele tem pouco tempo para se decidir. Ir junto com ele tem uma vantagem se funcionar. Se funcionar ele vai estar lá dentro sem precisar se esconder ou qualquer coisa assim. Mas será que pode ser identificado? Visto? Filmado?

    Joe não anda muito rápido, mas seus passos são decididos e certos.
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    Mensagem por Faor Seg Jan 18, 2021 6:39 pm






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    Não dá para acreditar na postura do cara, mas ele está apostando com muita segurança.

    - Por que você mandou eu fazer minha mágica então? - A pergunta era disfarçada pelo melhor sorriso que Shaw conseguiu vestir. Ele acompanhava Joe passo a passo, num ensaio para andar naturalmente. - Você sabe que tem mais câmera aqui que numa gravação pro cinema, não é? Eu tô contigo e calado, mas se der merda, desaparece. - A partir dali ele seguiu em silêncio experimentando os instintos. Ele até cumprimentava cordialmente algumas pessoas no caminho, como se pertencesse àquele ambiente. No final, lembrou do celular e tirou ele do bolso, revisitando o blog com a notícia daquela noite. Naquele ambiente todo mundo estava com um celular na mão...

    No fim, a ideia dele não era muito mais firme que a do Joe mesmo, mas a cada passo ele tentava antecipar a merda que ia dar.




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    Mensagem por Wordspinner Qua Jan 20, 2021 7:48 am

    Joe dá de ombros. "Seu mano é o cara, sacou? Ele é o brabo. Mas na real cê nunca vê nada legal rolando? Porra eu queria um pedaço disso. Eu nem sei se na real é só viagem de acido. Vocês podem ser só um culto de doidos, cara... Eu quero ver um pouco da mágica rolando." Dois passos depois disso ele cumprimenta um dos seguranças. Claro que ele tá dentro. Claro que ele tá na lista. É só olhar de novo. Joe não parece mais tão seguro quanto ele estava. De frente para os caras bem maiores que ele e sob seus olhares sérios a fachada começa a derreter.

    Shaw consegue ler quando um deles se decidiu. Ele avança para mandar Joe embora. "Achei. Os dois aqui." Ele mostra a lista para o outro e ele só da de ombros. Shaw e Joe andam para dentro da festa. Pela porta da frente. O caminho de pedras está cercado de luzes. Luzes que mudam de cor lentamente. A grama bem cuidada. Arbustos desenhados. Joe finalmente começa a sorrir. Sorrir de verdade, de alívio. "E agora cara, qual é? Vamo curtir ou tamo aqui pra enquadrar uns punheteiros desses?" Ele tenta colocar um pouco de fibra na voz. Não dá certo. Joe é um covarde. Um covarde que está adorando ter passado pelo medo da entrada.

    Já é fácil ouvir a música. Shaw consegue ouvir as vozes das pessoas. Uma pequena recepção no fim do caminho de pedras. Mal teria sido registrada se ele não estivesse ali. De pé. Cumprimentando as pessoas na entrada calorosamente. A voz alta e clara. As pernas e braços no formato certo sob as roupas caras. O rosto sem cicatrizes. Os dedos das mãos inteiros todos eles. Nenhum dobrado pra direção errada ou mesmo travado em uma posição fixa.

    Joe é completamente imune a sensação que o lugar trás ao irraka. As lembranças meio reprimidas. As cenas que ele sempre lembrou, mas ainda não entendia. Era tudo mais claro dessa vez. Ele perseguindo um dos seguranças pelo jardim. A liberdade para se esgueirar que a fúria mortal tinha. Os cheiros. O terror no ar. O grito do homem quando sua perna é arruinada. O desespero dele tentando escapar. A dor quando ele é devorado vivo. Parecia anos atrás. Em outra vida. Mas no começo do inverno passado ele tinha devorado uma pessoa ali. Comendo as pernas primeiro. Não por crueldade excessiva. Por total desprezo por ele.

    Joe está parado olhando para ele. Quanto tempo ele ficou imóvel? "Tá okay aí? Fazendo planos?" Ele logo fica animado de novo com a ideia de fazer parte de algo secreto.
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    Mensagem por Faor Qua Jan 20, 2021 3:08 pm






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    Quando Joe vacila Shaw fica intantaneamente furioso! Um passo antes de empurrar o parente para derrubá-lo em cima do segurança, arrumar uma confusão, pedir desculpas e sair, eles são aceitos. Inacreditável. Leva um segundo a mais para Shaw ter certeza que estão dentro e não atraíram problemas, ainda.

    - Então você queria um pedaço...? - A voz de Shaw era quase um sussuro, ele ainda estava desconfiado, mas vai relaxando. - Cara, não tenha dúvidas que somos um culto de doidos... a questão é que a nossa loucura é sustentada, sacou? Você sabe que é... diz aí, o que de mais maluco você viu nesse tempo com a gente? Precisa entregar segredo dos outros não...

    Joe também está relaxado e tenta posar de valentão, o irraka ignora. Porque ele está vendo o sujeito parado, conversando sem preocupação, com um sorriso ótimo. Tem tanta gente perto e tanta coisa no meio do caminho que Shaw faz um esforço para afastar os sons em volta e visualizar com clareza pelo menos três formas diferentes de arrancar aquele sorriso impossível do cara. Enfiando e forçando a mão pela garganta enquanto procura os ossinhos frágeis e amontoados lá dentro parece ser a mais satisfatória. O Lua Nova sorri de volta, mesmo não sendo encarado por ninguém.

    - Rapaz, primeiro, não deixe eu esquecer nos próximos dias que você entrou pela porta da frente. Eu sou uma sombra para entrar sozinho em algum lugar. Já você tem talento camarada! - Shaw não olhava para Joe, conversava naturalmente, apenas avaliando o lugar. O elogio foi honesto. - Fica ligado, ainda não é boca livre garantida. A primeira regra desse clube aqui é: não me fode. - Agora ele olhou sério pro outro. - A segunda regra é: tenta não se foder. - Ele lembra de como o amigo Frank Russo sempre falava em situações assim. Sorrindo outra vez, ele vai diminuindo a distância ao anfitrião. - Eu vou apertar a mão do filho da puta e vou mostrar todos os dentes no sorriso. Alguma coisa aqui é muito ruim, cara. Além de mim, claro. Fica ligado.

    Shaw estava fazendo planos sim. Ele queria ver que era real e já tinha visto. Agora queria sentir. E dali ele entraria e tentaria reconhecer alguma coisa fora do lugar. - Eu preciso aprender a ficar na boa com gente assim. Não dá mais pra ficar batendo carteira como antes. Não como antes, pelo menos.



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    Mensagem por Wordspinner Qui Jan 21, 2021 5:12 pm

    "Claro que eu quero cara. Eu vi umas porras doidas. Vi o Connor meio bixo. Vi o Franco esburacado de bala e no dia seguinte nada. Axel não usa chave, já viu? Ele nunca usa chave. Ele só abre e só fecha. Tipo Houdini. Mas sei lá. Qual é a sua?" Ele aponta Shaw com o dedo. "Eu sei. Eu sou bom de entrar em festas. Eu conheço a galera toda. Qualquer festa tem Dover é a minha casa." Ele balança a cabeça para as regras, mas parece feliz demais com elas para ter entendido a gravidade daquilo. "Suave parsa." Ele deixa Shaw tomar a liderança.

    --

    "Eu já te vi antes, não é?" A voz era tão firme quanto o aperto de mão. O rosto simpático sem nenhuma suspeita. De perto Shaw percebia que ele não tinha nenhuma cicatriz visível. O terno vermelho com fios dourados. A mão com um anel de alguma pedra preta que até pode ser preciosa. Ele não era muito alto como Connor. Tinha mais de um metro e oitenta com certeza. Mas não era grande de verdade. Nem parecia imponente. Parecia o tipo de pessoa que conforta os amigos. "Tenho certeza que mais tarde a gente se vê e bota a conversa em dia." Ele dá um aperto carinhoso no braço de Shaw e logo o esquece para fazer algo parecido com Joe. "De você eu não lembro nem um pouco. O acidente de ski me deixou meio esquecido." Ele sorri um pedido de desculpas amigável e constrangido em igual medida. No momento seguinte libera Joe e presta atenção em outra pessoa que vinha logo atrás.
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    Mensagem por Faor Sex Jan 22, 2021 12:58 pm






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    Joe vai ficando cada vez mais translúcido para Shaw, com a voz distante. O irraka percebe uma pergunta de volta e ele mal dá atenção. - Essa do Axel é um barato... eu? Eu ando devagarinho e pego o bicho papão de surpresa. - Ele dá de ombros e aperta a mão estendida pelo anfitrião.

    - Eu acho que foi em outra festa aqui mesmo. - Shaw se surpreende com a resposta rápida que ele conseguiu dar, mas não engana ninguém, não tem segurança para isso. Já a figura no terno absurdo tinha de sobra. - Ah sim, mais tarde. Bom ver você bem assim. - Shaw desconversa e se afasta, ouvindo como ele descartou Joe.

    Em silêncio, o Lua Nova anda pelo lugar e tenta interpretar o que está acontecendo, o tempo todo lembrando da última vez que esteve ali. Com Joe próximo a ele, o uratha espia outra vez o mundo das sombras, tentando identificar algo que sustente toda aquela aberração.

    - Joe, dá uma circulada, curte um pouco o que essa gente come. Não dá mole. - Ele tira o celular do bolso, finge uma selfie mas tira mesmo umas duas fotos do anfitrião sorridente. Seleciona a melhor delas e manda uma mensagem para Karen que tinha postado mais cedo no blog. *- Nem quando a festa é boa você vem conferir de perto? E aí Karen, tudo bem? Diz aí o que você sabe do gente boa, vai. Ele falou em acidente de ski... enfim, sabe com quem ele andou nesses tempos, eu acho que tem alguma coisa endinheirada rolando, pra quem será, hein?*

    Uma volta no espaço, ele tenta reconhecer quem parece próximo do sujeito, alguém mais íntimo ou próximo. É claro que ele tenta não chamar atenção e de tempos em tempos tem que conferir se Joe não vai aprontar alguma, mas em algum momento Shaw vai tentar uma visão mais ampla, avaliar segurança, talvez alguém que, como ele, está lá deslocado e com olhos atentos.

    OFF:
    A ideia é adquirir informações e não chamar atenção. Se Joe pisar na bola, ele tenta aliviar e vai embora. Se alguém perturbar, ele tenta desconversar e se afastar, não vai pressionar até dar errado, vai parar antes. Se o bonitão se aproximar, ele não recua e topa a conversa, mas não vai forçar mais. Certamente não ficará até o fim nem deixará Joe lá sozinho. Shaw não tem habilidade do "socializar", tem apenas intimidação (que não vai usar aqui) e manha. Se encontrar alguém próximo que trabalha pro figurão, tipo um assessor ou coisa do tipo, pode rolar uma "manha" para checar a história do acidente, onde se tratou, algum investimento ou interesse engatilhado, nada fundo demais.

    Ele já usou o aspecto do caçador na caçada e eu não sei se pode rolar por aqui. Mas caberia bem para reduzir o número de portas para uma manobra social, mas ainda não dá para dizer em quem usar, então fica só a ideia.



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    Mensagem por Wordspinner Seg Jan 25, 2021 3:48 pm

    O anfitrião responde as palavras de Shaw com um olhar confuso e afetuoso.

    --

    Joe fica extremamente satisfeito com a sua missão. Em poucos minutos ele está bem envolvido com as pessoas ali. Não que pareça um deles, mas está conversando com eles e ganhando sua atenção. Já Shaw? O irraka é uma sombra. Segurança? Lá dentro tem alguns poucos seguranças bem vestidos e uma ou outra pessoa que talvez estejam disfarçados. Demora quase uma hora para olhar o lugar todo. Bastante música. Mais de um ambiente. Mais de um andar. Alguns lugares completamente sem som, fechados por portas grossas. Sem perceber o irraka segue um casal por uma dessas passagens.

    Quando ele abre a porta eles já estão saindo pelo fim do corredor. Quadros de um lado e de outro. Retratos pintados a óleo. Sempre um homem. Todos parecidos. Paes e filhos. Uma ou duas mulheres. A porta no fim do corredor entreaberta. Ele vê palavras gigantes projetadas em uma parede. Um velho na parede oposta, sentado em uma cadeira movendo só uma mão magrela em um console para mover as paginas do livro. O rosto do velho torcido e babando sem parar. Um vaporizador colado no seu rosto. O casal? Eles trombam com Shaw enquanto saem. "Desculpa..." ela gargalha alta sem nem olhar. O homem nem fala nada. Eles não gastam um segundo olhando o irraka.

    "Guilherme aqui!" Ela aponta para um dos quadros bem no fim do corredor.

    --

    Do lado de fora ele já não encontra Joe, mas não vê qualquer evidência de que ele esteja em apuros. Mais uma ronda e ele consegue ter certeza de poucas coisas. Dois homens falam o tempo todo com o anfitrião. Nenhum dos dois parece perigoso. Nenhum dos dois é fácil de ouvir. Uma mesa bem no salão principal tinha algumas pessoas que trabalhavam ali e davam informações, mas eles também recebiam ordens do anfitrião e lhe passavam informações.

    --

    "Quem sabe onde eu to Eddie. Meu trampo é ser invisível. Eu to bem confortável aqui. Ski? Pode ser, mas não sei. Na real eu só sei que ele tinha sumido, saca? Tu não conhece o cara? Tem um titulo de nobresa hereditário lá da europa. Não que sirva para qualquer coisa, mas a família dele não larga o troço. Deve ser uma caridade. Rico faz caridade sempre que não tem porque fazer festa. Acabei de olhar aqui. Não tem nenhuma foto dele com Ski em lugar nenhum nos últimos dois anos. Não tá no face? Não aconteceu. HAHAHA"

    --

    OFF:
    Essa cena é no mesmo capítulo da caçada. Então não dá para usar o poder de augúrio.

    Manha não vai servir para arrancar informações e sim se achar e entender o fluxo de pessoas ali.
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    Mensagem por Faor Ter Jan 26, 2021 3:37 pm






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    Andar pela casa é andar pelo passado sobreposto a um filme trash medonho. Ele sorri e segue em frente, pensando que há tempos não faz como antes, roubando pela diversão, por mulheres, grana ou drogas. Não era um jeito ruim de terminar um dia, mas era uma merda.

    Os quadros no corredor exigiam demais de Shaw. O que ele entendia daquilo ou dos motivos para alguém ter quadros na porra de um corredor? O velho babão só deixou claro que a mente de Shaw era muito pequena. Mas o esbarrão o irritou. Ele não tinha nada de valor, mas conferia seus pertences, como se fosse uma reação normal. - Isso Guilherme, olhe bem, olhe bem para essa moldura de madeira. Madeira partida feito estaca seu filho da puta. - No rosto, uma expressão neutra, contemplativa. Ele de fato olha as imagens nas paredes e quando sozinho vai lá olhar o quadro que a mulher apontou para o outro.

    - Caralho, eu não tomei meu remédio para a cabeça hoje, mas tem coisa errada, não é? - Falava sozinho, quase sem som, enquanto saia de lá e decidia se perdia tempo procurando Joe ou não. - O safado, se tivesse meio parafuso no lugar, deveria estar é preocupado comigo, não eu com ele. Ele anda aqui como eu ando num esgoto fodido...

    *- Tá ótimo Karen, se cuida e não esquece de mim. Ah, de curiosidade, tem alguma coisa na rede bem antiga desse cara? Tipo ele fedelho riquinho, ou família aparecendo muito? Vi um velho aqui que é a cara dele... sei lá, alguma coisa do pai do cara?* - A mensagem era meio tosca, assim como a ideia do Lua Nova. Era mentira sobre o velho ser parecido, não era o velho babão, só ajudou a escrever besteira sem dizer o que pensava. Mas o sujeito estava sorrindo demais para quem tinha sido morto por esquartejamento na opinião de Shaw. Família milionária e histórica, velho babão, morto vivo, quadros com todos parecidos. Mesmo sem imaginação dá para tentar pensar em algo muito pouco natural ali. Ali e talvez há muito tempo.

    Shaw volta a circular mas não se esconde mais. Procura pelo olfato uma fonte realmente diferenciada de um bom scotch e relaxou um pouco. Esperava tanto Joe aparecer ou se comunicar, quanto fez tempo para ser encontrado, caso alguém o procurasse. Antes da festa desandar ou esvaziar muito ele iria embora, porém, não sem sorrir e apertar mais uma vez a mão do anfitrião.

    - Bela casa. Mas eu acho que fiquei confuso. Você lembra de mim?



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    Mensagem por Wordspinner Qui Jan 28, 2021 12:43 pm

    "Me manda umas fotos cara. Me dá alguma coisa e eu tiro um tempo pra ser sua fuçadora de 'face', ok? Quid Pro Quo"

    Ele parece radiante de ver Shaw de novo. Uma garota bonita, branca demais, com cabelos negros e escorridos abraçada a cintura dele. "Qual seu nome mesmo? Eu tava falando com ela de você. Como eu lembro tanto do seu rosto e mais nada. Mais nada mesmo. Exceto a sua voz, eu lembro da voz também. Ah, essa é a Main. A estrela que arde no céu do meu dia e noite também." Os olhos dele fixos em Shaw até que ele fala de Main. Sua atenção se muda para ela inteiramente naquele momento. Mas volta para o irraka logo depois. Os gestos cuidadosos e gentis. Como se pudesse transmitir afeto com cada movimento. A garota, definitivamente já fora da adolescência ria sem levar ele a sério. Ela estica a mão para apertar a de Shaw.
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    Mensagem por Faor Qui Jan 28, 2021 2:16 pm






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    Antes disso:
    Em uma mensagem anterior o Shaw mandou uma foto do anfitrião para Karen. Em uma festa dessas, deve ter mais foto dele na Web do que da Rainha da Inglaterra nessa noite.

    Qual o nome do bonitão?

    Será que Shaw entendeu o que era Quid Pro Quo? Não importa, ele não tem dúvidas de que seria uma troca de favores, era essa a relação que ele tinha com seus contatos. Até aqui, funcionou bem. A mensagem da blogueira fez ele pensar no que estava fazendo e até onde valia a pena insistir ali correndo algum risco. Mas risco de quê?

    - Deckard Shaw. - Com a criatividade bastante limitada e a imaginação pequena, ele jamais pensou em oferecer uma história razoável. Shaw viveu à margem da lei por quase uma década, mas (muito) diferente de Joe, nunca se apoiou em qualquer aspecto social nem nunca foi muito comunicativo ou expressivo. O jogo dele definitivamente era outro. Mas não demonstrou nenhuma incerteza em oferecer o nome de um personagem da franquia Velozes e Furiosos, que ele acompanha com o pai. Nenhum dos dois se interessa tanto por filmes ou carros esportivos, mas às vezes existem desculpas idiotas para passar bons momentos sem assumir que o grande ganho é estar próximo do velho. Além disso, ele estava convencido de que o sobrenome era bem comum na Gran Bretanha.

    - O senhor tem boa memória. - Manter uma conversa já cobraria algum esforço e, embora o sorriso e a voz não oscilassem, Shaw demorou a estender a mão em resposta à jovem, para quem mal olhara. - Prazer, Main. - Ele se policia para repetir o nome da moça. - Eu estive aqui há um ano ou mais, não sei bem. Acho que exagerei na bebida. Estava apenas acompanhando uma amiga, mas mal lembro da casa, acredita?

    O irraka sorri e tenta relaxar. Agora ali diante do sujeito, ele poderia estar errado, claro, até sentia que estava. Mas para tentar concertar um erro o primeiro passo era sobreviver, não era? Até ali, estava indo bem. - Não quero roubar o tempo de vocês, eu já estou saindo, mas essa recepção está fantástica. - Ele encara um pouco os dois, com olhar interessado, dedicado, sem excessos. - Ah claro, espero que esteja bem recuperado. - Shaw não se arrisca a puxar ou alimentar a conversa, mas não vacila para oferecer respostas curtas.



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    Mensagem por Wordspinner Sex Jan 29, 2021 1:56 pm

    Karen escreveu:Tu tá aí dentro e não sabe? Guilherme d'Évreux‎ ... Manda alguma coisa interessante pra mim.


    "Eu... Main vai cantar aqui daqui a umas semanas. Ia ser muito bom se pudesse vir. Um evento menor. Menos pessoas. Muito menos." Ele fala devagar, como se tivesse alguma dificuldade para ter certeza. "Ele meio que tá preso fazendo sala, mas se quiser ir para algum lugar especifico posso te mostrar o caminho. É mais fácil que parece." Ela fala cutucando ele com o dedo indicador. Os dois riem um para o outro. "Quem é a sua amiga? Ela estudou com a gente?" É como se ela tivesse acabado de acordar. A curiosidade crescendo no rosto. Os olhos agora procurando pistas em Shaw.

    O irraka ouve o anfitrião mastigando seu nome baixo. Baixo demais para qualquer um ouvir. O nome falso que ele deu sendo lentamente repetido. Os olhos dele perdidos enquanto Shaw é transfixado pelos olhos da garota.
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