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    Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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    Gakky
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Seg Jun 19, 2017 3:22 pm

    Quando Marin responde daquele jeito ao chefe, os capangas todos lançam um olhar ao evo. O homem se aproxima do evo e diz:

    - Fraco? - Indagou com uma voz fria - Mostrem para ele o que é fraco!

    Dois capangas se juntaram e deram mais alguns socos em Marin, sem qualquer piedade, um deles Marin podia jurar que estava com uma soqueira comum. O evo ficou com o rosto todo marcado, havia sangue em sua boca, nariz e lacerações na bochecha direita.

    Mas o chefe não desistiu da garota, a situação não podia estar mais crítica. Rhaenee era perfeita para ser usada como motivo de abrir a boca do príncipe. O chefe espetava o rosto de Rhaenee, mesmo que de leve, o espinho metálico de sua soqueira era tão afiado que em um toque já havia tirado um filete de sangue da garota. O príncipe mal acredita no que está acontecendo, seus olhos arregalados focam-se em Ray, seu semblante era de desespero e aflição. Ela choraminga para que ninguém contasse nada, mesmo com medo do que poderia vir.

    - 8... 7... - Contava o chefe.

    Gail já ia responder, mas Chui foi mais rápido. O chefe parou de contar e se afastou um pouco de Ray, voltando-se dessa vez para o caçador. Chui contava uma grande mentira. Conforme ele falava, o príncipe ficava mais boquiaberto com as coisas que ouvia, ele lançava olhares para Ray e depois para o comandante. No mesmo tempo em que isso ocorria, o evo já pensava em um plano, enquanto estão distraídos, ele tenta enfraquecer a própria prótese com uma torção.

    - Maldito! - Berrou Rosso na direção de Chui, ele aproveitou o susto do homem que puxava seus cabelos e deu uma cabeçada no estômago do capanga. O comandante se levantou em direção caçador enquanto gritava ameaças, mas as mãos ainda estavam presas para trás - - Vou te matar! Traidor!

    Porém não demorou para os outros capangas chegarem e caírem em cima do comandante com chutes e socos, isso o manteve quieto. O chefe ficou pensativo e em silêncio. O rosto do príncipe estava mais pálido que o normal, observava Rosso imobilizado e ferido no chão quando murmurou assustado:

    - Comandante...

    O chefe coçou o queixo e fez um sinal para os capangas. Um homem chegou com uma caixa e dela tirou alguns pertences do grupo, havia os cartões de licença de todos eles, dados pela princesa, o de Rosso, de Ray, de Chui e de Marin. Depois o chefe caminhou até Gail e com a própria mão, segurou o pescoço do príncipe com força, mas sem enforcar, em seguida fez perguntas:

    - Você já aprendeu o que posso fazer ao rosto daquela garotinha - Disse mostrando a soqueira que estava na outra mão - É verdade o que esse garoto disse? A princesa está mesmo em uma colônia de um asteroide? Que missão era essa? Por que o príncipe está com um grupo tão estranho?

    Gail lançou um olhar ao Rosso e a Chui, mal conseguia se mexer por causa da mão daquele líder lhe prendendo o pescoço. Por demorar a responder, o mercenário apertou mais a mão no pescoço de Gail, que começou a falar com dificuldade:

    - É verdade... Mas eu não tenho a... Loca... Localização... Eu pedi... Para minhã irmã... Para...

    - Fale direito! - Berrou o outro, soltando a mão do pescoço do príncipe finalmente.

    - Eu pedi para minha irmã para vir nessa missão... O conde disse que poderíamos encontrar aqui a solução para derrotar as criaturas gigantes... Mas fomos enganados, não tem nada aqui... Nossa nave foi sabotada e tinha um bicho estranho de Locus que atacou o comandante, quase ele morreu... Só não esperava que... Que... Até mesmo um dos nossos era um traidor... Agora tudo faz sentido... Por favor, pelos menos liberte a Ray e o Bloo...

    - E por que confiaram nesse pirralho de locus? - Indagou o chefe - A realeza tem bosta na cabeça?

    - Não! - Exclamou Gail - No dia da invasão, Chui estava coincidentemente lá... E nos ajudou a escapar... Ele ganhou uma recompensa e nossa confiança...

    - Que princesa idiota! - Riu o chefe - Confiar a estranhos a vida de seu irmão, ou são idiotas ou queriam se livrar do irmão caçula...

    - Retire o que disse sobre a princesa! - Berrou Rosso cuspindo no chão em repúdio, mas logo levou mais socos para se acalmar.

    O chefe dessa vez se aproximou de Chui e pediu que o deixassem de pé, depois o observou dos pés a cabeça e levou a mão até o pescoço do caçador, que sentiu algo sendo puxado. O homem havia tirado dele o colar com a foto de Ashanti, que Chui levava sempre consigo. Em seguida acionou a foto holográfica e logo a imagem de Ashanti, a irmã do caçador, surgiu em frente ao colar. O chefe olhou na direção de Chui, dessa vez o encarando nos olhos quando falou:

    - Então você é um conhecido de Ashanti - Em seguida se virou para os capangas, não devolver o colar de Chui e disse - Soltem o garoto. Vamos ver se isso é verdade, iremos até Seleucia. O comandante vem junto também, podemos precisar dele para abrir a porta da nave e acessar os sistemas. Mas as mercadorias vão ficar aqui, por segurança. Prenda-os de volta na sala, mas não os deixem soltos como da última vez!

    Os capangas levaram Gail, Ray, Bloo e Marin de volta para cela onde tinham acordado, Bloo foi carregado no ombro de um deles como um saco de batatas e Ray também. Quando entraram na estrutura e chegaram novamente a cela, dessa vez foram empurrando com violência para dentro da sala, os jogaram no chão e também algemaram os seus pés. Em seguida fecharam a porta.

    ----> Cena (Chui e Rosso)

    O chefe, a mulher e vários outros capangas se organizaram para partir em viagem, mesmo que começasse a escurecer. Rosso foi levado preso e escoltado por dois homens bem armados. Além desses, mais cinco acompanhavam a "exploração". O chefe fez questão que o caçador andasse ao seu lado, vocês vão seguindo pela mata densa de Nihil. As armas dos mercenários possuem lanterna embutida. Chui sabia que era um local perigoso para andar a noite, mas também podia deduzir que esses mercenários deveriam saber o que faziam, pois estava acostumados ao mundo selvagem de Locus e provavelmente deviam estar habituados a Nihil.

    - Por aqui me chamam de Chacal - Se apresentou o chefe ao caçador - Quando vai nos falar sobre a localização da princesa? Você sempre trabalha sozinho? Como entrou nesse esquema?

    - De que parte de Locus você era? Gostaríamos de ouvir mais como enganou eles...- Perguntou a garota

    Rosso seguia calado e com um ódio no olhar, quando se aproximava algumas vezes de Chui, por causa da caminhada, cuspia no chão em sinal de repúdio. Mas em uma dessa vezes, Chui pode perceber um olhar diferente do comandante, um olhar demorado e calculista.

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Marin, Ray, Gail e Bloo foram lançados na cela com violência. Agora até mesmos seus pés estão amarrados. Era o mesmo cômodo, não havia nada lá. Assim que os capangas saem, Gail se arrasta até a guarda-costas e diz preocupado:

    - Ray? Como você está?  Ash! Seu eu estivesse armado, cortaria os pescoços daqueles bastardos! Desculpem por ter contado... - Diz olhando também para o evo - Não podia deixar que machucassem a Ray... Aqueles covardes! Não sabem nem respeitar uma dama! Queria ao menos dar uma chance de Ray e Bloo saírem daqui, essa briga é comigo... É culpa minha, sempre é... Sempre estão atrás de mim... mas não sei o que fazer agora...

    O pequeno Bloo tentava se soltar das amarras, estava mais calmo e focado em sua tarefa particular. Mas os outros tinham algemas, se soltar seria muito mais difícil pare eles, apenas com uma chave seria possível. E Marin? O que faria?




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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Seg Jun 19, 2017 6:34 pm

    Naquele dia Marin aprendeu a não fazer uso de artimanhas se não soubesse a hora certa de usa-las. Acabou tendo sucesso em sua tentativa de provocar o líder dos mercenários, mas o resultado foi um pouco diferente do planejado. Tomar todos aqueles socos o irritou bastante, tanto que até fez questão de marcar na memória a aparência/fisionomia daquele que parecia estar usando uma soqueira. Ou era uma soqueira ou aquele homem tinha o soco mais forte que já conhecera até então. No fim, felizmente, o resultado acabou não sendo tão desastroso, afinal apenas um rosto ferido não o atrapalharia em combate. Por sorte seu campo de visão não sofrera dano.

    Depois daquilo, o evo reconsiderou sua postura e voltou a ficar em silêncio. Aproveitou-se de tudo que estava acontecendo para seguir com seu plano, que realmente era um pouco desesperado. Assistiu a tudo aquilo com um olhar cansado e uma expressão rendida, finalmente sentindo-se mais capaz de controlar seus impulsos. Era hora de voltar a agir com calma e esperar pacientemente pela oportunidade de reagir, quando a prótese estivesse pronta para ser quebrada.

    Logo a conversa por ali terminou e os capangas vieram para pegar os membros do grupo, com exceção de Chui e Rosso que guiariam o líder deles até a Seleucia. Antes de ser levado, Marin olhou brevemente na direção dos dois com receio. Sabia que só poderia torcer para que nada acontecesse ao caçador ou ao comandante. E então foi levado de volta para a estrutura, atravessando novamente os corredores vazios e sendo jogado de maneira violenta na cela, assim como Ray, Gail e Bloo.

    Assim que os capangas deixaram a cela e a porta foi fechada, Marin esforçou-se para tentar se sentar escorado a parede enquanto Gail arrastou-se para perto de Ray. O evo os observou na esperança de que estivessem bem, tanto fisicamente quanto emocionalmente, e sentiu a raiva queimar arder em seu peito mais uma vez por vê-los jogados naquela situação. Também analisou a pequena criança azul, e ficou até um pouco surpreso por ver que Bloo mantinha a calma.

    Se conseguisse se sentar, Marin passaria a encarar a porta com um olhar rancoroso enquanto empenhava-se ainda mais em tentar enfraquecer a prótese. Sabia que aquele era o momento. Se não fizesse nada, só seriam tirados daquela cela quando o destino de Chui e Rosso já tivesse sido selado.

    - Vamos sair daqui... é só uma questão de tempo.

    Em um esforço determinado, com seu braço servindo para firmar a algema e o outro puxando na direção contrária, Marin tentou quebrar a prótese e se ver livre daquilo. Infelizmente, a tarefa provou-se realmente desafiadora e o evo não teve sucesso na primeira tentativa.

    - Eu vou quebrar a prótese...- Como falhou na primeira vez, resolveu contar aos outros o que pretendia. Talvez pudessem ajuda-lo ou planejarem o próximo passo.- Assim que eu estiver solto, preciso encontrar uma maneira de soltar vocês.... as algemas são resistentes?
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Seg Jun 19, 2017 9:02 pm

    - Para, Marin! - - pediu em voz alta, para que ele não os provocasse mais e fosse mais machucado. Não era da natureza do evo fazer isso, então sabia que ele tinha algo em mente, mas mesmo assim era doloroso de assistir...

    Ray já tinha deixado algumas lágrimas involuntárias escorrerem no canto dos olhos.
    Não tinha estômago para ver e ouvir seus amigos apanhando daquele jeito e seu coração estava na boca com aquelas coisas que Chui dizia.

    Acreditava demais em sua boa índole, mas na situação em que estavam, era só o que faltava ele ser uma pessoa ruim. Só queria tanto que aquilo acabasse, mas parecia longe de acontecer. Ela se mexeu toda e fez um barulho indignado de surpresa quando o homem resolveu segurá-lo.

    - TIRE AS MÃOS DO PRÍNCIPE, SEU VELHO BABACA.... GAIL! - sentia-se muito mal por ser um peso morto naquela situação e ainda ficar chorando como uma criancinha. Serem chamados de idiotas não estava ajudando em nada. Estava bastante sem chão, mesmo que soubesse que precisava ser mais militar e menos ...Ray.

    Olhou muito preocupada para Chui, mas o que podia fazer? Qual era a relação daquelas pessoas com a irmã dele? Será que ele fugiria sem eles? E o comandante? Abandonaria os quatro para salvar a princesa se tivesse a chance? Era uma escolha difícil, mas não poderia ser muito julgada.

    Ela reclamou e choramingou de novo conforme era carregada como qualquer coisa de volta para sala, mas já tinha começado a gostar da prisão (era melhor do que ficarem apanhando lá fora). Ela deixou-se cair sem muita resistência e ficou ali quietinha no chão, com raiva de si mesma de ser fraca e ficar chorando em silêncio, mas o medo era maior que ela.

    O príncipe se aproximou dela, deixando a situação um pouco menos pior do que antes. Nem podia disfarçar a cara amassada de choro, porque não tinha como limpar, mas mesmo assim tentou falar firme, apesar da voz embargada.

    - Não. Não seja idiota e pare com esse papo de dama. Não ligo para o que esse velho faz com o meu rosto. Não estamos em Duos. Não se impressione com essas coisas... Eu disse muitos "Nãos".

    Ela deu uma bela fungada e respirou fundo.
    - Que bom que está com a gente, Marin. Quer dizer.... não exatamente. Mas você é calmo e inteligente. Eu... só não consigo pensar nessas situações - ela testou as próprimas algemas. - Desculpa... não posso contra algemas. Gail, tente. - suspirou profundamente, mas parou para prestar atenção em Bloo. - - Acham que... de repente... Bem, não sabemos o que as "crianças de hoje dia" podem fazer. Será que temos uma arma secreta? Ei, Bloo. Venha aqui. Será que conseguimos fazer algo sobre isso? - referia-se às amarras de Bloo. Queria olhar de perto. Será que eram mais frouxas na criaturinha?
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Seg Jun 19, 2017 10:47 pm

    Chui viu Marin apanhar, e apesar de estar assustado e irritado por dentro, se esforçou em se controlar para não transparecer suas emoções, pois era crucial que acreditassem nele. Depois de contar toda sua mentira e jogar todos argumentos possíveis para tentar fazer os mercenários acreditarem em suas palavras, a primeira reação foi de Rosso, e Chui se assustou tanto com a voracidade com que viera para cima dele que duvidou se era também uma encenação do comandante ou se realmente estava furioso. Qualquer que fosse, contribuiria para seu plano arriscado. O velhote líder dos mercenários resolveu pedir a confirmação de Gail. Por sorte ele não precisaria mentir também, pois não sabia de muita coisa, mas, quando o príncipe começou a enumerar as possíveis pistas da traição de Chui, o caçador sentiu uma pontada dolorosa no coração, pois podia ver que ele realmente acreditava que estava o traindo. Ainda assim, permaneceu inexpressivo, ainda que seus olhos começassem a marejar, mas nada que uma rápida piscadela não resolvesse. De toda forma, era espantoso como muitas coisas contribuíam para que sua história fosse ainda mais verídica... até mesmo as criaturas de Locus, seu planeta, foram responsáveis pela sabotagem na nave... será que conseguiria a confiança deles de volta? Bom, precisariam sair vivos dali primeiro.

    Depois de mais afrontas de Rosso e de uma risada amedrontadora do líder, ergueram Chui, mas também lhe tiraram seu bem mais precioso. Quando o homem puxou seu colar com a holografia de Ashanti, o caçador cerrou os punhos brevemente como forma de controlar sua raiva, mas a surpresa diante do fato do homem conhecer sua irmã era maior, o que lhe ajudou a transformar raiva em confusão.

    Por fim, o líder, a mulher, e mais alguns capangas o levaram junto de Rosso no caminho de volta a Seleucia. Chui estava quieto, concentrado em sua atuação, e o homem, que se apresentou como Chacal, e logo o arguiu sobre mais informações. Era ali que o caçador teria que improvisar mais e torcer para que não os executassem, pois não tinha informação alguma. Porém, como estava acostumado a improvisar para sair de enrascadas, usou isso a seu favor, sem inicialmente olhar para Rosso.

    - Não me lembro das coordenadas exatas, mas é próximo de Duos. Estou certo de que tem um mapa estelar que peguei naquele planeta antes de virmos para cá, deve estar na nave. - uma gota de suor apareceu no canto de sua têmpora, que poderia ser da caminhada, mas que obviamente vinha de seu nervosismo. Mas não teve tempo, logo continuaram as perguntas. - Sempre andava sozinho, é mais fácil. Vim parar com os nobrezinhos aqui devido a um contato meu que me indicou o palácio, lá, não foi difícil ganhar a confiança da princesa com algumas boas ações.

    A cada mentira que precisava ser dita, o estômago de Chui revirava. Não era como das outras vezes que precisou mentir, quando nada mais importante que sua vida estava em jogo, mas, agora, seus amigos e companheiros dependia do quão bem ele conseguiria enganar o bando e ganhar tempo para eles. Nesse momento, não foi forte o suficiente e deixou escapar um olhar rápido a Rosso, pois queria avaliar sua expressão, mas não conseguiu. E as perguntas continuaram.

    - Sou de uma área afastada dos centros, uma região pobre. Preciso de dinheiro para me cuidar, e aos pobres só resta o caminho do crime, na maior parte das vezes. Sempre tive contatos por aí, pois tive que viajar desde cedo para conseguir alguma coisa... um órfão, perdido e necessitado de ajuda com habilidades de combate? Era tudo que precisavam. De resto, bastam palavras bonitas e se esforçar para manter todos vivos para que acreditem, e interpretar bem o seu papel a ponto de enganar até os mais próximos, e achar o momento certo de escapar.

    Chui soltou um sorriso que pretendia que fosse cínico, mas não estava convicto de que o tinha feito bem. Ainda suava um pouco, mas por sorte todos estavam assim. O caçador olhava ao redor e para os capangas, mas não via jeito de fazer nada até conseguir alguma coisa em Seleucia, pois eram mais numerosos, estavam melhor equipados e possuíam comunicadores nos pulsos, e qualquer deslize avisariam a base, e a vida de Gail, Ray, Marin e Bloo se perderia. Chui precisava aguentar. Foi quando Rosso caminho perto dele, com um olhar de ódio que aterrorizou o caçador, mas...aquele olhar... calculista? Será que tinha compreendido o que se passava? Chui torcia para que sim, pois precisaria de apoio - seu nervosismo poderia colocar tudo a perder.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Seg Jun 19, 2017 11:05 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Gail ouve a resposta de Marin, ele disse que iam sair dali, que era só uma questão de tempo. Eram palavras otimistas. O príncipe responde, ainda deitado e amarrado:

    - Tem certeza?

    Então sua guarda costas o responde, Gail estica a cabeça para vê-la e ouve os muitos "nãos" dela. No final ele acaba soltando um riso discreto por causa da última coisa que ela falou. Gail também fica triste por vê-la chorar, ele se aproxima mais arrastando-se e encosta o topo da cabeça dele na dela, balança como se fizesse um carinho leve e diz com a voz serena:

    - Não chore Ray, esse lugar não merece suas lágrimas...

    Então o evo começa a ter ideias meio loucas, que até faziam certo sentido. O príncipe fica surpreso e responde:

    - Que? Você é realmente corajoso! Mas é uma boa ideia... - Gail faz uma força contra as algemas, mas nada acontece - Essas coisas só vão soltar com a chave ou algum laser que corte metal... Quer ajuda para quebrar a prótese? Talvez se eu conseguisse chutar?

    Então Rhaenee volta a falar e tentar pensar com clareza. Ela chama Bloo, que vem se arrastando para perto dela. Ray fica em uma posição que consegue alcançar as amarras do alien. Com jeito e força, ela usa as unhas para ir rasgando a fita, quando sentiu que estava ficando enfraquecida, ela puxou com força, mesmo com a mão doendo e para sua surpresa conseguiu soltar Bloo!! O alien observou as mãos livres e disse:

    - Ray... - Em seguida faz um carinho com as pequenas mãos nos cabelos de Ray.

    Em seguida abraçou o pescoço dela, mas seus pezinhos ainda estavam presos. Então o garotinho ficou mordendo e tentando tirar também. O príncipe se move e se senta com dificuldades, mas senta.

    - Incrível! Você conseguiu Ray!  - Comemorou Gail - Sempre me surpreendendo. Mas mesmo que a gente tivesse conseguido se soltar, o que vamos fazer para abrir a porta?

    O príncipe termina de falar sorrindo de leve, mas logo seu sorriso se apaga quando começa a falar de Chui:

    - Vocês ouviram o que Chui falou... Será que ele era mesmo traidor? Não é a primeira vez que mentem desse jeito para mim... De alguma forma, sempre parece que é fácil para mim fazer inimigos...

    ----> Cena (Chui e Rosso)

    O grupo da floresta caminha pela mata, cada vez mais ia escurecendo. Era possível ouvir barulhos de animais ao longe. O chefe ouvia calado as resposta de Chui e o respondeu friamente:

    - Para o seu bem é melhor que este mapa esteja lá mesmo...

    A mulher comenta:

    -Esses nobres só sabem pensar em roupas e baile... Nós aqui jamais aceitamos suas regras. Mas admito que fiquei surpreendida, o príncipe é realmente bonito como dizem. Eu queria poder beijá-lo antes de o entregarmos...

    Chacal lançou um olhar de desaprovação para garota, mas depois deu de ombros de disse:

    - Um dia esse seu gosto terrível por fedelhos mimados, ainda vai te matar...

    Então o papo continua, Rosso se mantém em silêncio. Chui começa a contar de onde veio, depois que termina uma pergunta é feita por Chacal, algo que poderia por todo o esforço de Chui a perder:

    - Você é algum tipo de noivo de Ashanti? Por que guardava a foto dela de uma forma tão especial?






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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Ter Jun 20, 2017 10:29 am

    Rhaenee ficava grata de, apesar de estarem em uma situação tão ruim, ainda contar com a companhia de pessoas que a faziam ter esperança ou a deixavam feliz. Esboçou um sorriso quando o príncipe pediu para que não chorasse, mas não conseguia não ficar triste. Então conseguiu virar esse sentimento quando soltou as amarras de Bloo em um ato engenhoso.

    - Bloo! - comemorou seu ato e sorriu emocionada quando o garotinho fez carinho em sua cabeça, fechando os olhos e inclinando o corpo para encostar nele no abraço. - Bloo. Quando as pessoas voltarem, você precisa fingir que está preso ainda. Está bem? Se bem que... agora já falamos em volta alta que não. Será que alguém está ouvindo a gente mesmo?

    Gail levantou a possibilidade da traição de Chui. Ele era mesmo muito inocente em relação ao mundo. Deu um sorriso triste, mas não disse nada, ficando a critério de sua interpretação. Talvez ele achasse que lamentava pelo amigo, mas não era boa de mentiras, não conseguiria dar sua opinião sincera.

    - Bloo, e seus pezinhos? Será que estão presos do mesmo jeito? Seria ótimo se conseguisse escapar quando eles voltarem para nos pegar. Pelo menos não foram trogloditas colocando algemas em suas mãozinhas. Deixa eu ver...
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Ter Jun 20, 2017 2:30 pm

    Marin apenas assentiu para Gail. Na verdade não tinha tanta certeza, mas em uma situação como aquela todo o foco do evo estava em seu plano de ação. Não havia espaço para pensamentos como "e se", por que as consequências em caso de fracasso seriam as piores possíveis. O evo ainda observava os outros, agora com um olhar triste. Era muito triste ver a alegre Ray, que sempre puxava a moral do grupo para cima, naquele estado de sofrimento e tão abatida. Queria dizer algo motivador, como ela com certeza faria se fosse qualquer outro que estivesse tão pra baixo, mas não conseguiu pensar em nada muito inspirador.

    - Acho que suas lágrimas só mostram o quanto você se importa... não acho que deveria ver isso como um problema.- Disse com a voz fraca. Poupava forças para tudo que ainda poderia acontecer.- E me desculpem... foi um erro ter provocado eles daquela maneira. Só consegui deixa-los mais violentos...

    No instante seguinte voltou a encarar a porta com o mesmo rancor de antes. Era óbvio que não conseguiria abrir aquilo com a simples força bruta. Infelizmente, aquela porta só seria aberta pelo lado de fora, o que complicava muito a situação do grupo. Marin olhou para o lado e assistiu à tentativa bem sucedida de Ray, que conseguira soltar Bloo das amarras das mãos. Talvez o pequeno pudesse ajudar de alguma forma. Estava a tentar quebrar a prótese mais uma vez quando a questão levantada por Gail o deteve.

    A verdade é que preferia não pensar no assunto agora. Tinha outros problemas bem claros e muito mais urgentes no momento, mas a possibilidade de Chui ser um traidor estava sempre ali para incomoda-lo. Ainda recusava-se a acreditar, embora o fato de o líder dos mercenários conhecer Ashanti tenha lhe incomodado um pouco. Que ligação a irmã de Chui tinha com gente daquele tipo? Se Chui fosse um traidor, estaria a irmã dele envolvida o tempo todo? Não. Marin continuava firma na ideia de que não poderia ter julgado os dois tão mal.

    - Não acho que seja o caso...- Apenas comentou para não deixar Gail sem resposta. Não queria falar a respeito,além de que seria desperdício de energia se preocupar com isso agora.

    Depois, respirou fundo e preparou-se para a segunda tentativa. Imaginava que a prótese já estava bem enfraquecida por tudo que fizera até então, então agora era realmente uma questão de tempo até que conseguisse. Fez a mesma coisa que antes, usando o braço para forçar a algema em uma direção e a prótese na outra. Fechou os olhos em seu esforço. Quando voltou a abri-los, havia caído para frente e usado a mão livre para se apoiar. Mal conseguia descrever o alivio que sentiu ao ver que tinha o movimento dos braços de novo.

    - Bloo...- Chamou a criança azul de maneira amigável. Havia mais ânimo no tom de sua voz pelo fato de ter livrado o braço.- Venha aqui... vou tirar essa amarras.- Também sinalizou com a mão para que o pequeno se aproximasse. Até então havia ignorado quase que por completo a existência do alien, mas apenas por que não via necessidade de falar com ele. Seria muito estranha a conversa entre um evo ruim com as palavras e um alien que só sabia falar seis nomes.

    Se conseguisse soltar o pequeno, o que não deveria ser difícil agora que tinha a mão livre, apoiaria-se contra a parede mais uma vez e olharia para Ray e Gail.

    - Se algum de vocês puder dar gritos bem convincentes, talvez algum deles abra a porta para ver o que está havendo... eu o nocauteio e depois... planejamos o resto.- Só sabia que aquela porta seria aberta por fora, ou seja, um dos capangas precisava de algum motivo para querer entrar.- Talvez funcione... mas acho que ainda é arriscado.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Ter Jun 20, 2017 5:10 pm

    Chui continuava a caminhada, ainda exibindo sua expressão falsa de indiferença. Porém, para se manter naquele estado, fazia um tremendo esforço emocional e também psicológico, pois sabia que estava fundando cada vez mais em mentiras que não sabia se conseguiria controlar caso as perguntas fossem mais invasivas. O tal Chacal e a moça trocaram palavras, e Chui teria rido de graça com o desejo da mulher de beijar Gail, se não fosse a situação tensa em que estavam. Já estava quase distraído com essa revelação quando uma nova perguntas lhe fez enregelar todos os ossos do corpo.

    Ashanti. Chacal pensava que Chui era noivo de Ashanti? Dificilmente... provavelmente era algum tipo de teste. Até mesmo porque ele e Ash eram gêmeos, seria difícil esconder esse fato. De todo modo, inventar uma nova mentira no momento era um risco alto de mais para se correr, então o caçador optou por falar a verdade.

    - Ela é minha irmã, e o cordão que você pegou é a única lembrança que tenho dela enquanto estou longe. Apreciaria se me devolvesse.

    Chui manteve o tom de voz firme, mas não sabia mais por quanto tempo poderia fazer aquilo. Seus ombros estavam doloridos pela tensão, e tinha um medo terrível de Rosso acreditar no que dizia ou pensar que ele era um mentiroso, mesmo que leal ao grupo. Mas o caçador já teve sua integridade posta a prova em vários momentos, quando sempre optou por fazer o que ele e sua irmã consideravam certos, ainda que sofresse prejuízo no processo. De alguma forma, mesmo que ambos tenham recebido educação de várias pessoas diferentes, cresceram com este sentimento mútuo de retidão que guiava seus instintos, nunca trocando coisas realmente valiosas como amizade e lealdade por dinheiro ou poder.

    Mas o fato do Chacal conhecer Ashanti deixava Chui um tanto perplexo e intrigado. Sim, sua irmã era uma curandeira, e por isso deveria se encontrar com muita gente, principalmente em um ambiente precário como os ermos de Locus, mas gente como este homem? De toda forma, seguiu andando mantendo suas tribulações e problemas dentro do limite de sua mente.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Ter Jun 20, 2017 8:21 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    As palavras de Marin sobre as lágrimas deixaram o príncipe surpreso, não esperava ouvir algo tão profundo do evo. Ele fica parado por um tempo e pensativo, observando e escutando as palavras de Ray. A guarda-costas tenta novamente soltar Bloo, dessa vez nos pés, ela indaga se havia alguém os escutando, mas não dava para saber. Marin comenta pouco sobre o caso de Chui, mas Rhaenee prefere não tocar no assunto. Gail parecia distante por causa desse assunto. No entanto, enquanto isso, Marin tentava mais uma vez quebrar a própria prótese. O braço metálico já estava enfraquecido por causa das tentativas, com uma grande força, o evo força mais um vez e... Creckty! A prótese soltou os parafusos e conexões, a maior parte dela se deslocou do tendão artificial do cotovelo. Somente alguns fios ficaram pendurados, mas bastou arrebentá-los sem problemas. O príncipe observou o feito de olhos arregalados.

    - Incrível... - Comentou pasmo - Fico feliz que Marin está do nosso lado.


    Gail então volta a realidade e percebe que Rhaenee não conseguiu soltar os pés do pequeno. Mas quando ele já ia ajudar, Marin o chamou. O pequeno alien foi receoso até o evo e esperou que fossem tiradas suas amarras. Quando ficou com os pés livres, a criança sorriu e abraçou a perna de Marin. Depois correu para perto da "mãe Ray" e ficou tentando soltar as algemas dela. O evo também tinha um plano em mente e tratou de contá-lo a Ray e Gail. O príncipe logo respondeu:

    - Parece uma boa ideia, mas se não der certo eles podem bater em vocês. Nesse caso melhor eu gritar, porque se precisar culpar alguém, que seja eu. Eles não vão ser tão duros comigo, já que sou a moeda de troca deles. De qualquer forma acho que não temos muita escolha...


    O príncipe pensou um pouco, depois começou a berrar:

    - Socorro!! Não me sinto bem!! Tem alguém ai?! Preciso de ajuda! Acho que vou morrer!! Não consigo enxergar nada!!!! Socorro! Ah não!! Isso é muito sangue!!!

    Depois ele olhou para os amigos meio sem jeito, não sabia se estava gritando da forma certa.

    - Acham que isso resolve? - Diz em voz baixa.


    Mas não foi preciso ninguém responder, pois ouviram passos se aproximando atrás da porta.

    ----> Cena (Chui e Rosso)

    Chacal coça o queixo quando escuta a resposta de Chui. Ele olha novamente para o colar do caçador, depois guarda no próprio bolso e diz:

    - Vou pensar nisso quando você mostrar o maldito mapa. Então continue nos guiando por enquanto.


    O grupo continua caminhando pela mata densa, os capangas atiram nas formações de fungos para abrir caminho. Enquanto isso a mulher fala com Chui:

    - Você parece bem esperto, mas não esperaria menos de alguém de Locus. Não sei como aguentou ficar todo esse tempo fingindo para eles, mas deve ser mesmo verdade que esses nobres só enxergam o próprio nariz. Deve ter sido um saco ficar lá ouvindo os ataques esnobes deles, eu não conseguiria. Porém, esperava mais do militar altão. Ele nunca desconfiou de você? - Ela para e pensa mais um pouco antes de fazer a próxima pergunta - Você acha que o príncipe aceitaria me dar um beijo se eu ameaçasse aquela garota? Por falar nisso, o que aquela garota é do príncipe?


    O chefe suspira mais um vez e olhando para o caçador, diz:

    - Não dê ouvidos a Esha, ela só fala de coisas inúteis. Mas quero ouvir a resposta da última pergunta. O que aquela militar é para o príncipe? E aquela criança azul é o que?  Além disso, pode nos conte quem te falou sobre o golpe antes dele acontecer? Quem o contratou garoto?

    Vocês caminham mais um pouco e chegam em um lugar que parecia um morro, ao lado dava para ver a inclinação, como uma rampa natural até em baixo. De repente ouvem um barulho estranho. Não demorou para três feras aparecerem no caminho e os cercarem. Logo os capangas trataram de atacar as criaturas. Chui nota porém, que os dois capangas ainda continuavam escoltando Rosso. A formação mudou, no centro , na parte da frente ficou a mulher, Chacal, Chui, mais atrás Rosso e um capanga, o segundo havia se afastado para ajudar no combate das criaturas. Ao redor os cincos se ocupavam em matar as criaturas com suas armas potentes. Chui olha para trás e sente que o comandante lançou um olhar para ele.

    - São só Torgats, isso vai acabar logo - Comentou o chefe enquanto observava a luta. - Você tem uma boa arma, sabe usá-la bem?

    De repente Rosso dá um chute rápido no estômago de um dos capangas que o segurava, seguido de outro chute em Chui!!! O caçador caiu com o golpe e rolou pelo morro abaixo, Rosso se jogou logo depois dele e também saiu rolando. O morro não era alto, por isso não demora até seus corpos pararem, logo os capangas chegariam, não seria difícil. Rosso se senta rápido e diz em voz baixa:

    - Eles não vão demorar, esse vai ser o sinal, uma cuspida no chão é corre, tossir é não, estalar os dedos é sim.


    Torgats:






    OFF: fiquem a vontade para rolar dados! Tudo é dado 10 + o bônus de acordo com o tipo de teste.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Ter Jun 20, 2017 9:09 pm

    As palavras de Marin a fizeram sorrir. E pensar que um dia teve medo dele e duvidou de sua lealdade...
    Agora era a vez de Chui passar pelo mesmo processo. Será que um dia seria obrigada a passar pela mesma situação?

    - Obrigada. Não se preocupe, todos nós fizemos o que podíamos naquela situação, mas não faça de novo, ou vai apanhar. Eles realmente não estavam brincando. Parecem gostar de torturar as pessoas...

    Em seguida, não conseguiu disfarçar a cara de surpresa ao ver a prótese de Marin saindo.
    -Isso dói? - perguntou receosa e aflita. - Eu espero que a gente encontre alguém para restaurar. Isso foi muito corajoso e.. Ei, Bloo~ Está tudo bem. Obrigada. - sorriu para a criaturinha que tentava soltá-la. Achava aquela atitude a coisa mais fofa do mundo. Realmente começava a se recuperar psicologicamente.

    Ouviu o plano atentamente e estava pronta para gritar, já que era bem escandalosa quando não podia. O príncipe usou de argumentos para ir primeiro e ela acabou aceitando.

    - Eu não sei exatamente o que fazer, mas, Gail, mesmo amarrados, podemos tentar atrapalhá-los de avançar sobre o Marin.... - ela se arrastou um pouco mais perto da pora. - Ai caramba, eles devem achar que estamos te matando aqui dentro. - ela fez uma careta horrorizada com a atuação do príncipe.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Ter Jun 20, 2017 9:56 pm

    Marin arrastou-se tentando evitar encarar o que havia sobrado de sua prótese. Os mecanismos daquilo deveriam estar completamente expostos, além de que contemplar aquilo também o deixaria incomodado. Já havia tido uma boa ideia de como Bloo também poderia ajudar sem correr riscos.

    - Agora não... talvez doa depois no que sobrou do meu braço.- Disse enquanto posicionava-se próxima a porta, de um modo que quem quer que a abrisse não pudesse vê-lo sem entrar um pouco. Sua ideia arriscada havia recebido apoio dos outros e logo Gail começou a gritar, talvez sendo um pouco exagerado, mas provavelmente surtiria algum efeito. Com aquela gritaria, os capangas pensariam que o príncipe poderia estar sendo assassinado na base de chutes.

    Com certo cuidado havia se posicionado de pé ao lado da porta e então olhou para frente, tendo uma boa ideia da visão que os capangas teriam ao entrar na sala. Ray havia se arrastado para mais perto da porta e talvez pudesse ajuda-lo, enquanto os outros, Gail e Bloo completamente solto, provavelmente chamariam a atenção no começo. Marin estava desarmado e contava apenas com uma mão, mas talvez conseguisse usar a própria algema e os restos da prótese para bater em alguém.

    Tinha o elemento surpresa a seu favor e pretendia aproveitar-se de qualquer distração criada pelos outros. Porém, via-se obrigado a conseguir encaixar golpes nocauteadores logo de inicio. Se falhasse no ataque surpresa, depois teria que ter a melhor performance em combate de sua vida se quisesse derrotar os inimigos no estado em que estava. Também sabia que contaria com a sorte, pois se fossem dois capangas as coisas complicariam muito, e se fossem três ou mais tudo teria sido em vão. A única certeza que tinha era a de que atacaria para matar.




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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Qua Jun 21, 2017 9:53 pm

    Chui seguia sua caminhada, ainda tenso e evitando falar mais do que deveria. Já esperava que não fosse ter o pingente holográfico de Ashanti tão cedo, e talvez por isso sua curiosidade e necessidade de informações acabou fazendo com que os perguntasse:

    - Mas que mal lhes pergunte... de como conhecem Ashanti?

    Talvez não devesse ter questionado, mas já era tarde. Voltou a se concentrar no caminho, mas teve mais uma vez que responder as questões da mulher.

    - O príncipe não entende como são as coisas fora do castelo, por isso não foi difícil. Rosso talvez nunca tenha confiado em mim de verdade, mas também não chegou a duvidar. - continuou Chui sem olhar para o comandante. Quase tropeçou em um galho que não tinha visto inicialmente. A mulher continuou a falar e sugeriu tentar beijar o príncipe, mas a ignorou até as palavras do Chacal. - A menina é a guarda-costas do príncipe, e são apenas amigos, até onde sei. O príncipe é muito educado e banca o cavaleiro que protege as damas e indefesos, por isso também bancou o herói para a criança azul. Não conheço a origem da alienígena, apenas sei que a encontramos em um abrigo que achamos para evitar a chuva ácida.

    Chui fez uma pausa. Estava cada vez mais difícil inventar informações falsas, por isso estava mesclando com informações reais que julgava não fazer mal, mas evitou reforçar a ideia de Ray e Gail eram muito mais que amigos, talvez isso aliviasse a situação deles. E voltou para a segunda pergunta, que não foi difícil de inventar alguma coisa:

    - Um conde de cabelos verdes e rosto metido. Ele não disse nomes.

    Mas então uma movimentação ligeira veio por entre as moitas da floresta, o que indicava que havia animais naquela área. Os capangas pareciam cuidar do problema, e Chacal lhe questionara sobre sua arma, mas não teve tempo de responder: Rosso tentou uma manobra arriscada, chutando o caçador para baixo do morro, sendo a segunda vez no mesmo dia que o jogava para longe. Ele e o comandante rolaram pela colina, mas não demoraram a parar, e foi onde Rosso passou a mensagem. Chui assentiu e disse:

    - Se tiver oportunidade, precisa desativar o comunicador antes que percebam que funciona. - ao perceber que alguém se aproximava para ver onde ele e Rosso estavam, Chui prosseguiu. - Me desculpe por isso comandante, mas preciso que acreditem em mim... - e então deu um soco não tão forte em Rosso, de forma que vissem lá de cima e não duvidassem de sua traição. - Me ajudem com ele aqui!
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Qua Jun 21, 2017 10:26 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Marin ficou do lado da porta, em uma posição onde não poderia ser visto, teria que nocautear quem quer que estivesse vindo com apenas um braço, mas era o suficiente para o evo. Rhaenee se arrastou para o outro lado da porta, queria ajudar podendo atrapalhar quem quer que viesse e Bloo correu para o lado dela e se agachou escondendo-se atrás de sua "mãe". O príncipe ficou na mesma posição, seria usado como isca e esperava apreensivo pela abertura da porta.

    Quando a porta se abriu, entraram dois capangas muito bem armados. Marin não esperou ser visto, em segundos usou seu braço livre para socar a têmpora do que estava mais perto, o homem caiu no chão nocauteado. Mas o seu parceiro já em alerta mirou nervoso sua arma em direção ao evo, porém antes que pudesse atirar, Bloo se lançou contra ele e mordeu seu tornozelo com força. O tiro elétrico foi disparado, mas errou a mira. O evo aproveitou a deixa e foi em direção ao capanga para acertá-lo, porém este desviou. Mas ao dar mais um passo, tropeçou nas pernas que Ray havia deixado propositalmente no caminho. Assim Marin se lançou contra ele e o nocauteou com um soco também na têmpora. Agora havia dois capangas inconscientes no chão. O príncipe arregalou os olhos surpreso. Bloo logo subiu em cima de um deles e ficou lá dando soquinhos nas costas de um deles.

    - Perfeito! - Comemorou Gail satisfeito por ver os capangas no chão, seu olhar parecia vingativo - Peguem a chave, rápido, antes que alguém mais venha. Marin, solte a Ray primeiro, por favor. Bloo feche a porta para caso alguém passe pelo corredor!


    O alien parou ao ouvir o recado do príncipe e correu para porta, em seguida usou os bracinhos para fechá-la. Enquanto fazia isso, ficou repetindo em voz baixa:

    - Fecha... Fecha...
     

    Assim que Gail for solto, (pode ser primeiro que Ray ou depois, depende da decisão de vocês), ele vai soltar a amiga, se ela não estiver solta, depois vai pegar uma das armas dos capangas e ir até Rhaenee. A guarda-costas nota que Gail estava olhando para seu ferimento na bochecha. Ele suspira preocupado e pergunta:

    - Ray, tudo bem? Fique com essa arma, acha que consegue usar?  
     

    ----> Cena (Chui e Rosso)

    Quando Chui perguntou sobre como havia conhecido Ashanti, Chacal o encarou por alguns instantes. Depois continuou caminhando enquanto respondeu:

    - Ela é uma curandeira e ajuda muita gente.

    E foi só isso que o chefe respondeu. O grupo continua andando pela floresta densa até pararem quando são atacados por feras. Mas não foi a pior parte, Rosso era ousado e talentoso, chutou o caçador morro abaixo e se jogou atrás, era tudo um plano para combinar algumas senhas com Chui. O comandante escutou atento as ideias do garoto e a balança a cabeça em aprovação. Vendo que os capangas estavam se aproximando, o caçador também fez algo ousado, deu um soco no comandante! Os bandidos, o chefe a mulher já chegaram zangados e apontando as armas. Três capangas imobilizaram Rosso no chão.

    - Traidor! Eu ainda vou matá-lo!! - Gritou o comandante irritado.

    Chacal observa a situação, enquanto seus aliados os rodeiam por segurança. Antes de falar, suspira:

    - Que militar mais idiota... E parece que meus homens também! Como puderam deixar isso acontecer?! - O chefe parecia zangado, ele olha para Chui por um momento, em seguida diz - Você foi o agredido, vou deixar que se vingue.  Então agora, quem vai castigar o militar será você. Aproveite para se vingar por tudo que teve que passar ao lado dessa gente. Essas pessoas que repudiam Locus, ainda vão pagar caro. Mas não o mate, ainda vamos precisar dele para abrir os sistemas da nave, não falta muito para chegarmos. 




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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Qui Jun 22, 2017 1:24 pm

    Depois de acertar o primeiro que atravessou a porta, Marin prendeu a respiração quando viu a arma já apontada em sua direção. Seria impossível desviar daquele tiro. Quando de repente Bloo se lançou contra o inimigo restante e o fez errar o disparo, o evo não pensou duas vezes antes de ataca-lo. O capanga desviou do golpe, porém logo mais tropeçou nas pernas de Ray e abriu mais uma brecha para que Marin pudesse atacar. O evo apressou-se para nocauteá-lo, pois temia que outros aparecessem logo.

    Quando o confronto havia terminado, Marin encarou com surpresa a criança azul, que agora socava as costas de um dos capangas desmaiados. Jamais imaginou que aquela criaturinha pudesse salva-lo um dia. Mas não havia tempo a perder, e Gail chamou a atenção para as algemas. Marin procurou pela chave e assim que a encontrou, fez como o príncipe havia pedido e libertou Ray antes. Depois suas próprias pernas e depois Gail. Nesse meio tempo Bloo havia fechado a porta.

    Estavam parcialmente livres mais uma vez. Deveriam haver as duas armas dos capangas para usarem e Marin não tinha o hábito de usar armas de longa distância, então sabia que elas seriam muito melhor utilizadas por Ray e Gail. Agora o evo trabalhava em como conseguiria recuperar a espada. Havia sido responsabilizado por guarda-la e era isso o que tentaria fazer enquanto vivesse e ela estivesse ao seu alcance.

    - E agora?...- Perguntou enquanto já descartava algumas ideias. Imaginava que disfarces não funcionariam e não conseguia pensar em nenhum outro jeito de sair dali sem que precisassem lutar.- Vamos... só seguir?
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Qui Jun 22, 2017 9:25 pm

    - É isso aiii! Bom plano, Marin! - a menina comemorou assim que eles foram nocauteados. Sorriu largamente ao ser libertada. Era fácil de voltar a ficar feliz. - Você também Bloo, bom trabalho - piscou para seu "filhote". Agradeceu o evo por soltá-la e pegou a arma, mas deu um sorriso sereno, entendendo a preocupação de Gail.   -  Está tudo bem. Consigo, acho que consigo sim... Obrigada.

    Depois daquele susto, ela tinha mudado algumas resoluções em sua mente. Se sobrevivessem àquilo, muita coisa deveria mudar.

    -  Acho que não temos muita escolha... Bloo, que é pequenininho, pode espiar na frente e nos fazer um sinal se não tiver ninguém. Nós o guardaremos de perto. Vamos fazer como Rosso sempre quis: ficamos juntos e procuramos por nossas coisas, principalmente sua espada e nosso gudans. Como eles, ficaremos imbatíveis! Se der pra achar um caminho de saída antes, seria melhor, mas vamos enfrentar os capangas dos mercenários antes, sem duvidas.... Mas mais importante: se estivermos em uma situação em que é correr ou ser preso novamente, quem puder, deve fugir e tentar ir a Seleucia. O comandante pode precisar de nós lá. Se conseguirmos isso, podemos voltar e resgatar os demais. Estão prontos?


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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Qui Jun 22, 2017 10:19 pm

    Chui mantinha-se tenso. O Chacal não se estendeu muito na resposta, limitando-se apenas a dizer que Ashanti era uma curandeira, e dando a entender que precisou dos cuidados dela. O comentário sobre sua irmã fez gelar seu coração numa situação que poderia surgir mesmo que conseguissem escapar dos mercenários: eles irão retaliar. Ashanti vai acabar pagando o preço de sua mentira, e isso fez Chui vacilar. Quando retornou ao topo do morro, onde os outros estavam, parecia distraído, mal escutando sequer os gritos de "traidor" de Rosso. O que faria agora? Continuaria com plano? Provavelmente, já que não teria mais volta. O problema que seu emocional estava afetado, e não sabia se conseguiria improvisar com rapidez no próximo evento. E para piorar, logo o Chacal deu a ele uma escolha.

    O mercenário queria que Chui castigasse Rosso por sua ousadia e atacá-lo, e aproveitasse para descontar o tempo "torturante" que passou na nave com eles. O caçador gelou ainda mais, e suas mãos começaram a tremer de leve. Uma coisa era aplicar um único soco no comandante, apenas para manter a farsa convincente; outra era espancá-lo ou torturá-lo, pois sabia que o Chacal não ia se contentar com apenas mais um golpe. Os olhos de Chui marejaram e ele piscou rápido para que ninguém percebesse, dessa vez olhando para Rosso nos olhos, buscando alguma resposta, uma confirmação que fosse para alguma ação, mas sabia que o comandante estava sendo observado de perto, não poderia dar nenhum sinal. Não teve muita escolha.

    Chui fechou os olhos e deu dois socos no rosto de Rosso, mas parou por aí. Mesmo que quisesse socá-lo mais - e não queria - não ia conseguir. Suas mãos tremiam um pouco e a imagem de Ashanti rodeava em sua cabeça. Tentou inventar uma desculpa para ser tão rápido.

    - Por hora está bom... melhor nos apressarmos para chegarmos antes do anoitecer... esse lugar fica pior de noite...

    Não sabia se tinha sido convincente, mas foi o melhor que conseguiu.
    Gakky
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Sex Jun 23, 2017 3:08 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Finalmente vocês estavam livres das algemas e podiam se movimentar livremente. A chave das algemas era um tipo de cartão, que passava sobre um sensor. Porém os perigos ainda não tinha terminado. Bloo sorri ao ver todos mais animados, logo volta a ficar do lado de Rhaenee, segurando com sua mãozinha a barra da camisa dela. Gail entrega a arma a sua guarda-costas e a observa por uns instantes, depois se volta aos homens nocauteados e pega a outra arma para si mesmo. O príncipe também pega os cartões de acessos do homens e mais um item que achou no bolso de um deles, depois responde ao amigos:

    - Seria tão bom se tivesse uma porta dos fundos para escaparmos... Mas sim, vamos seguir. Se conseguirmos os gudans, estaremos livres.

    Gail vai até Marin e o entrega uma adaga dizendo:

    - Isso pode ser útil para você... Estava com um dos bandidos.

    Depois se aproxima de Bloo e faz um carinho na cabeça dele, depois diz ao pequeno:

    - Pode olhar para nós? Abre a porta devagar e veja se tem alguém no corredor, estaremos logo atrás de você.

    Bloo parece receoso, mas vai até a porta enquanto o grupo se ajeita atrás dele. A criança abre a porta devagar e espia, depois de ver que estava livre, termina de abrir ela toda revelando um corredor de paredes metálicas como as da cela. Do lado direito havia duas portas, e do lado esquerdo também duas portas. O corredor estava iluminado por lâmpadas azuis fluorescentes. Mais a frente estava a porta da saída, que daria para o acampamento onde estavam os capangas. Parecia seguro andar pelo corredor, pelo menos por enquanto. Gail segura firme sua arma e diz em voz baixa para vocês:

    - Acabo de ter uma ideia meio louca... O chefe deles disse que não poderiam me machucar, então pensei que podiam me usar como escudo. Podiam me usar como um refém... - Gail para de falar e fica pensativo por uns segundos antes de continuar - Mas agora que eu disse isso, percebo que o problema seria eles não acreditarem nisso... Já sabem que somos amigos... É deixa, é uma péssima ideia. Desculpe, eu não sou bom em uma situação como essa... Então vamos seguir certo? Devemos ver o que tem nas portas ou ir direto para saída? Será que podemos encontrar nossas armas aqui? Lembro que temos que pegar também o datapad. De qualquer forma, acho melhor eu ir na frente.

    Imagem da arma de Ray e Gail:


    ----> Cena (Chui e Rosso)

    Na floresta, a situação também não era das melhores. Chui deu dois socos no comandante, tremia por dentro por ter acertado seu comandante, ou em outras palavras, um amigo. Tentou dar uma desculpa para não ter que torturar mais o Rosso. Chacal parou pensativo por uns breves segundos, mas concordou:

    - Ok, vamos prosseguir, estamos quase chegando.

    Apesar de toda tensão que o caçador sentia, ele conseguiu esconder seus sentimentos e mostrar controle da situação, por isso foi muito convincente. Dois capangas levantaram o comandante do Chão e seguiram com ele, dessa vez mais atentos. Conforme prosseguiam, mais barulhos de animais eram ouvidos, até que finalmente chegam ao campo de flores arredondadas e brancas, logo avistam a nave Seleucia. Rever a nave em uma situação como essa, fazia o coração de Chui apertar. O grupo se aproxima da entrada. Chacal agarra os cabelos de Rosso e o leva até o painel para abrir a nave, em seguida o ameaça:

    - É melhor abrir isso aí e não tentar nenhuma gracinha, militar. Não se esqueça que ainda estamos com a posse do príncipe.

    - Farei isso pelo família real... Eu fiz um juramento e não irei voltar atrás, diferente de vocês, eu tenho palavra.

    Um dos capangas precisou liberar as algemas de Rosso, para que sua mão ficasse livre e acessasse o painel. Embora fizessem isso, continuaram com as armas apontadas para o comandante. Rosso usou os dedos para teclar no painel de acesso e por a senha, logo a porta do Hangar se abriu. O comandante é preso novamente e vocês seguem pelo Deck Inferior, onde é o hangar. Chui tem lembranças desse lugar, foi onde se reuniram pela primeira vez para dividir as tarefas de limpar a nave, e foi onde pagaram a penitência com flexões. Chacal cortou seus pensamentos ao perguntar:

    - Parece uma nave grande e bem equipada. Podemos extrair algumas peças depois para colocarmos na Chimera (Nave deles). E então garoto? Nos guie até o mapa e nos mostre onde está a princesa.

    A mulher que estava com eles sorriu animada e disse:

    - Depois que vendermos o príncipe, vamos ter muito dinheiro e poderemos comprar uma nave nova.

    Era a hora de Chui começar a pensar em um plano, o que ele faria agora? Até onde levaria os capangas? Como libertaria Rosso?




    OFF: Chui passou no teste de vontade, só para avisar, eu pedi que ele rolasse, e ele passou. Já que é uma situação tensa onde ele deveria mentir, precisou dessa rolagem.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Sex Jun 23, 2017 10:29 pm

    Por sorte Chacal concordou com o que dissera e seguiu adiante. Chui se sentiu aliviado e tenso, sabia que em algum momento ia acabar desabando e deixando pistas sobre o que na verdade se passava. Nas vezes em que precisou de improviso e atuação anteriormente, não durara tanto tempo e nem envolvia tanto em jogo. Mas, por hora, engoliu em seco e se manteve firme.

    Alguns minutos depois e avistaram Seleucia. O coração de Chui pulsou rápido e os vários momentos que passou com os amigos vieram à mente, e foi mais um desafio manter a firmeza. Caminhou junto dos mercenários e do cativo Rosso, e quando chegaram à porta de entrada, Chacal fez com que o comandante usasse suas credenciais para liberar a passagem. Bastou tocar o piso do hangar sentir o cheiro do metal e mais mais lembranças passaram diante dos olhos de Chui. Por mais que elas também o deixavam vacilante quanto a manter sua verdadeira intenção oculta, também o dava forças para seguir em frente, sabendo que o que estava fazendo era para dar tempo e uma oportunidade a seus amigos.

    - Levarei. Está no lounge, me sigam.

    Mas o tempo estava passando. Já estava ficando sem opções, precisava encontrar um meio de ele próprio sair dali com Rosso, não havia como ganhar mais tempo para Gail e os outros. Depois de subir as escadas para o andar principal, estava seguindo para o lounge, quando percebeu que ia passar pelas portas de travas de ar. Desesperado por uma solução e tentando impedir que chegassem ao comunicador - que descobririam estar funcionando, pois Rosso não teria oportunidade de sabotá-lo - Chui tomou uma decisão muito arriscada, para se somar às várias que já tomara: usando da mesma tática do comandante, e da surpresa, o caçador usou o pé para empurrar os mercenários para trás e puxar Rosso para frente, trancando a porta hermeticamente com um botão de emergência. Esperava conseguir empurrar a maioria deles para o outro lado, de forma que restasse apenas 1 ou 2 capangas para ele e Rosso darem conta.

    "Espero que dê certo..."
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Dom Jun 25, 2017 1:35 am

    - A ideia não é totalmente ruim.... só que precisariamos de outra pessoa aqui para fazer isso. Não adianta eu tentar dizer que eu te sequestrei. E não sabemos até que ponto os mercenários vão achar que sua vida vale de algo... A não ser que achem que o Marin surtou. Mas ainda assim é arriscado. Agora... melhor fazermos silêncio - fez um sinal para que ficassem quietos. Apontou para a primeira porta da direita e fez um sinal com a cabeça, caminhando encostada à parede até chegar nela e olhando para o grupo, especificamente para Marin. Estaria de acordo de abri-la? Teriam que ser muito bem sucedidos nas lutas contra os capangas. Achava que tinham que escapar, mas não podiam simplesmente deixar a espada tão preciosa nas mãos deles, muito menos os gudans. Esperando uma confirmação, ela fez um sinal com a mão, meio desajeitado, por ter que carregar uma arma, mas era uma contagem regressiva, para tentar abrir a porta e então os três estariam a postos para render quem estivesse lá dentro.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Dom Jun 25, 2017 5:24 pm

    Marin recebe a adaga e concorda com os dois. Seguir com Bloo verificando a frente era uma ótima ideia, embora talvez um pouco arriscada para a criança azul. De qualquer forma, mesmo que os inimigos encontrassem Bloo na frente, dificilmente resolveriam atacar uma criança tão rapidamente. Os outros teriam tempo para chegar e protege-lo antes que algo acontecesse, e assim foi. O pequeno foi na frente e espiou o corredor antes que o grupo se movesse. Era um corredor vazio com algumas portas de cada lado.

    A segunda ideia de Gail parecia um pouco menos atraente, mas talvez pudesse funcionar. Marin ouviu os dois, um pouco incerto a respeito do quão convincente conseguiria ser ao encenar um surto, e resolveu não opinar. Com sorte poderiam colocar aquela ideia em prática em algum outro momento. Em seguida Ray caminhou encostada na parede em direção a uma das portas, e o evo assentiu e preparou-se para o que poderiam ter de enfrentar. Se conseguissem recuperar os gudans, a vitória seria certa.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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      Data/hora atual: Qui Set 21, 2017 12:20 am