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    Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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    Gakky
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Dom Jun 25, 2017 7:49 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Gail assenti com um movimento da cabeça para a resposta de sua guarda-costas. Os três seguem pelo corredor em direção a primeira porta, precisavam recuperar os gudans, seria a vitória certa e torciam para que estivesse em alguma dessas portas. Bloo ia logo atrás e atento ao redor. O príncipe tomou a frente e usou o cartão de acesso que pegou dos bandidos para abrir a primeira porta a direita com muito cuidado, logo depois que a abriu, apontou nervoso a arma para o que estivesse lá dentro, mas na rapidez quase deixou a arma cair no chão. Por sorte a sala não estava ocupada por nenhum salteador. Dentro desse cômodo havia armários de dispensa, ou seja, guardava comida. Havia um aroma bom no ar de comida. De repente o estômago de Rhaenee faz um barulho estranho, era um ronco de fome. Eles não haviam comido desde o café da manhã. Gail rapidamente olha para ela e não consegue evitar de sorrir por causa do barulho que ela fez.

    - Silêncio Ray, podem nos ouvir... - Implicou o príncipe ao mesmo tempo que encostava o cotovelo nela, mas para o seu azar, seu estômago também roncou logo em seguida.

    Até mesmo Marin começava a sentir fome. Vocês estão cansados, tudo que seus corpos desejavam era uma boa janta e um lugar para deitar. Principalmente os que haviam recebido socos, como o evo, estava dolorido. Os cabelos de Rhaenee estavam bagunçados e cabeça dolorida por causa dos puxões, na verdade, todos vocês estavam com uma aparência desgrenhada. A sala da dispensa não parecia guardar as armas ou qualquer objeto deles. Então Gail os chama para seguir para a segunda porta a direita:

    - Não tem nada aqui... Melhor seguirmos para a próxima... Cruzem os dedos, nossas coisas precisam estar aqui...

    Ele vai na frente e espera Ray e Marin também antes de abrir a porta. Gail tentava recuperar o seu orgulho, a brincadeira que fez com o ronco de Rhaenee já o fazia sentir-se melhor. Com cuidado e com a arma apontada para frente, Gail passa o cartão de acesso e abre a porta, com cuidado de segurar bem a sua arma, já que era mais acostumado com espadas do que com coisas assim. Dessa vez havia um dois capangas dentro do cômodo, os homens logo se assustaram e antes que tivessem tempo de apontar a arma para vocês, o príncipe aponta a dele para os homens, assim como a guarda-costas. Gail retomou sua postura de orgulho e disse já se sentindo em vantagem:

    - Não se mexam ou vamos atirar! Façam silêncio ou vão se arrepender de terem se metido com o príncipe de Primus.

    Os homens hesitaram em atirar e olharam um para o outro enquanto pensavam se reagiriam a vocês ou não. Este cômodo parece um tipo de depósito, Marin percebe que no meio das caixas estava a mochila de Rosso! Talvez fosse aí que estivessem as coisas de vocês. (Podem tentar intimidar os bandidos com um teste de força ou inteligência, CD8)

    ----> Cena (Chui e Rosso)

    Chui tinha um plano e levou o grupo para o lounge. Não sabia se iria dar certo, mas precisava tentar, alguma hora o caçador sabia que teriam que reagir. Ele guiou o chefe e os homens em direção ao corredor onde tinha a trava de ar, quando Rosso, que estava escoltado pelos bandidos, passou pela porta, o caçador correu deu um chute em um dos inimigos, tentou acertar mais um, mas errou drasticamente. Em seguida apertou o botão que trancava a porta entre o lounge e os dormitórios.

    Quando a porta fechava rapidamente, o braço de um dos inimigos acabou ficando na passagem e foi decepado quando a porta desceu quase instantaneamente sobre ele. Um grito de dor foi ouvido do outro lado, o membro ficou no chão ensaguentado. De um lado, nos dormitórios, havia ficado o Chacal, a mulher, o caçador, Rosso e os dois bandidos, e do outro os quatro bandidos restantes. Um caos se estabeleceu deste lado. O comandante aproveitou a oportunidade para atacar, mas os inimigos também revidaram. Rosso acertou uma cabeçada em um dos que o segurava, mas desequilibrou no segundo golpe. Um dos capangas tentou acertar o comandante, mas o primeiro golpe foi desviado, porém o segundo foi uma coronhada direto no estômago de Rosso, que com dor se ajoelhou no chão. Chui nem piscou e já levou dois socos no rosto de um dos bandidos, podia sentir seu nariz latejar e escorrer mais sangue, sua boca também foi cortada pelo golpe. Um chute em seu estômago o jogou ao chão. Chacal mal acompanhava os movimentos, mas berrou impaciente:

    - Mas o que... Parem com isso!!!

    Trilha sonora:




    A mulher logo apontou sua arma para o caçador, enquanto isso os outros dois bandidos imobilizavam Rosso no chão e encostaram o cano da arma em sua testa. Em poucos segundos, a mulher atirou em direção ao caçador! Chui sente uma descarga elétrica passar por seu corpo, era doloroso, mas para sua surpresa não durou muito. Chacal tirou a arma das mãos da garota e no processo acabou levando um choque e sendo derrubado ao chão. A garota logo desligou a arma preocupada e disse:

    - Chefe? O que é isso!

    - Eu disse para parar! - Respondeu Chacal ainda no chão, seu corpo ainda tremia levemente.

    Todos olharam confusos para o chefe, inclusive Rosso que estava com o rosto do chão e com os dentes sujos de sangue.

    - Mas chefe! Ele nos traiu! - Reclamou a mulher perplexa - Ainda vai usá-los? Me deixe ao menos fazê-lo pagar!!

    - Não - Respondeu Chacal simplesmente se levantando - Não pode acertar aquele garoto, ouviu? Nenhum de vocês.

    - Por que?? - Perguntou um dos capangas.

    Chui ainda estava no chão, recuperava-se da dor no estômago, havia hematomas em seu rosto. O chefe suspirou, sua face não demonstrava qualquer resposta. Entretanto, logo sua resposta veio:

    - Ele é meu filho.

    Todos ficaram pasmos, inclusive o comandante. Um silêncio estranho pareceu ter se estabelecido no local. Chacal era o pai de Chui, mas como isso poderia ser verdade? O que sentia Chui nesse momento? Então era isso, seu pai era um bandido que tinha ferido seus amigos e que queria vender o príncipe. O passado de Chui havia sido jogado contra ele de repente como um balde de gelo, depois de todos esses anos, essa era a forma como estava descobrindo sobre si mesmo, era a resposta para a pergunta que ele jamais sonhara descobrir assim, isso se pensava ser respondido um dia. Não demorou para o próprio chefe cortar o silêncio, não houve abraços ou pedidos de desculpas, ele apenas disse friamente:

    - Não entendo porque ele nos traiu, ou porque defende esse grupo, mas não podem machucá-lo - Depois se virou para Chui e disse - Eu só soube quando eu vi colar... Pirralhos na sua idade são todos iguais, não prestei atenção antes... Ashanti não sabe disso, eu o levarei de volta para Locus. Mas primeiro tenho que resolver esse negócio, só mantenha distância, filh... Garoto...




    OFF: Ray e Marin, podem rolar percepção se quiserem prestar atenção no que tem dentro do cômodo. Boa sorte e desculpem qualquer coisa...
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Seg Jun 26, 2017 8:21 pm

    Ray mostrou a língua para o príncipe no momento que seu estômago também roncou, mas não o xingou para não fazer barulho.

    Não via a hora de irem embora. Será que tinha alguma comida dentro das coisas deles? Não se lembrava disso, mas era um motivador para encontrarem logo.

    Fez uma careta de frustração ao encontrarem uma sala vazia. Pelo menos algum mantimento, alguém? Estava hora da próxima... ficou tensa imaginando o que encontrariam ali. Poderiam ter a mesma sorte de não encontrarem ninguém?

    Apontou a arma para os capangas quase ao mesmo tempo que Gail e torceu para que o príncipe parecesse ameaçador o bastante.

    - Mãos para cima e de frente para a parede do canto, já! - tentou ordenar aos homens. Assim poderiam pegar o que fosse necessário sem causar muito alvoroço. Será que só havia a mochila ali ou mais coisas? Passou a procurar em volta quando os homens a obedecessem

    Pallando
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Seg Jun 26, 2017 8:29 pm

    Quando a porta abriu e Gail foi a frente apontando a arma para quem quer que estivesse lá, Marin segurou firma a adaga que tinha em mãos e seguiu logo atrás. Assim que entrou na sala, primeiramente ficou aliviado por ser uma sala a menos para verificar e depois sentiu a fome que vinha sendo praticamente esquecida por causa de toda aquela situação perigosa. Era apenas um lugar onde os mercenários guardavam alimentos, repleto de armários e sem nenhum inimigo armado. O evo pensou em pegar algo de lá mesmo, mas não quis perder o foco do que estavam fazendo e assim voltou alguns passos.

    Ainda sentia as dores dos vários socos que recebera, e a cada nova pontada de dor, sua vontade de devolver os golpes aumentava mais. Sentia-se quase exausto em todos os sentidos, vez ou outra recordando-se da mensagem de Annelise e no processo desesperando-se por ter perdido a espada que lhe fora confiada. Também imaginava como estariam Chui e Rosso naquele momento. Estariam bem ou algo já teria dado errado? Confiava que o caçador tinha um plano em ação.

    Marin deixou de lado seus pensamentos quando foi chamado para a próxima porta. Gail passou o cartão de acesso e então a segunda porta se abriu. O evo foi logo atrás e olhou para dentro com cuidado, pois sabia que inicialmente estaria em desvantagem por precisar atacar a curta distância. Felizmente, apesar de haverem dois capangas lá dentro, eles hesitaram quando viram-se alvejados pelas armas de Ray e Gail. Aparentemente, agora os capangas que precisariam abrir a boca se não quisessem levar alguns socos.

    O evo os ignorou por breves momentos enquanto analisava a sala em busca das coisas que procuravam, e começou a andar para dentro da sala assim que viu a mochila de Rosso. Aproveitou-se da hesitação dos dois capangas para aproximar-se um pouco e fez questão de deixar claro que tinha uma adaga em mãos.

    - Digam onde estão as coisas que pegaram de nós...- Mais uma vez tentou intimida-los ao erguer a adaga e deixar claro o que faria se reagissem.- Diferente de vocês, não vou usar apenas os punhos para faze-los falar.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Seg Jun 26, 2017 10:35 pm

    Chui viu o braço do capanga decepar, mas não foi rápido o suficiente para mandar mais inimigos para o outro lado, por isso tiveram que enfrentar quatro deles, contando com a mulher e o Chacal. Depois de uma trocação rápida de golpes em que mais apanhou que bateu, uma situação inusitada e confusa surgiu, quando o líder do bando de mercenários acabou levando um choque por impedir que atirassem em Chui. Todo mundo ficou surpreso, principalmente a mulher, que ressaltou o fato do caçador te-los traído. E quando o Chacal respondeu, ninguém ficou mais surpreso e chocado quanto Chui.

    Ele era filho do Chacal.

    Foi uma sorte o choque ter paralisado a todos, porque Chui não teria forças para revidar ou reagir. O garoto apenas ficou observando o mercenário com um olhar vazio, de quem fora arrancado da realidade por longos minutos. Aquilo era verdade? Chacal ser seu pai? A essa altura dos acontecimentos, Chui não duvidava, mas não queria acreditar. Por todos esses anos, estava em paz com o seu passado, em paz com o fato de ter "perdoado" sua família biológica por te-lo abandonado junto de sua irmã para morrer de fome. Mesmo que as histórias possuíssem uma vertente que dizia que foram vendidos como escravos e resgatados pelo orfanato, Chui ainda buscava acreditar que seus pais os deixaram por problemas em dar a eles condições boas para viver. Agora, vendo que descobriu a face de seu pai, percebeu que toda essa idealização fora construída na sua mente apenas para lhe trazer conforto e faze-lo esquecer o passado, para que não tivesse que remoer as lembranças do descaso daqueles que lhe deram vida.

    Também descobrir que seu pai era um mercenário, aproveitador e mesquinho que buscava dinheiro com a dor dos outros, exatamente como Chui fingia ser para enganá-los, era um baque tremendo. O garoto sempre se esforçou para andar nos trilhos, para ser uma pessoa honesta e de bom coração, mesmo que sua integridade e decência tenha sido postas à prova em inúmeros momentos, e talvez se caísse em uma dessas "oportunidades" teria dado um futuro melhor para a irmã. Porém, o custo seria alto demais, um preço que não aceitaria pagar, e que Ashanti repudiaria por toda a vida. E o que sua irmã pensaria a respeito do Chacal? O homem que usa pessoas como mercadorias. Chui não conseguiu evitar as lágrimas que surgiram. Muitas delas, que saíam de seus olhos franzidos de raiva e escorriam por seu rosto contorcido de ódio. Era como se as lembranças de seu passado com os pais estivessem em uma caixa de madeira trancada, e que ele tivesse jogado a chave de fora, de modo que estivesse esquecida em um canto qualquer. Mas alguém tinha encontrado essa chave e a aberto, e revelado a podridão que lá havia. A raiva de seu pai surgiu como fogo, pois o homem de quem herdava o sangue estava agora ferindo sua verdadeira família, aqueles que deram e aceitaram de Chui sua lealdade e carinho, sem distinção de classe, cor ou crenças, e o trataram como igual, diferente de grande parte da galáxia. Se algo sujava sua reputação era seu sangue.

    - Por que... - começou Chui, chorando. - por que é você? Por que faz isso... por... para... para com isso...

    O pequeno caçador chorava de soluçar. Não sabia explicar bem o porquê de estar chorando, mas parte dele se sentia culpado pelo que estava acontecendo. Depois de toda a sua cena falsa que idealizava passar a sensação de trair seus amigos, descobrir que era seu pai quem estava provocando isso, causava em Chui um asco de si mesmo, como se fosse o sangue sujo do homem cruel correndo em suas veias o incitador dessa ideia. Será que confiariam nele novamente? Acreditariam que era um amigo, mesmo depois de tudo isso? Isso, claro, se sobrevivessem. Temia se transformar naquilo que seu pai é. Temia descobrir que aquele era seu eu de verdade.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Ter Jun 27, 2017 3:26 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Trilha Sonora:


    Frente as ameaças de Ray e Gail, os capangas se entreolharam receosos por breves segundos, depois fizeram como foi pedido, colocaram as mãos para cima e ficaram de frente para a parede do canto. Marin se aproximou e tentou intimidá-los a dizer onde estavam as coisas, com a adaga na mão, mostrava que poderia ser muito malvado com seus inimigos. Os bandidos acreditaram nas ameaças, um deles respondeu:

    - Suas coisas... Estão aqui... - Disse ele gaguejando de medo, afinal era um dos culpados por ter batido em Marin e torcia para que o evo não se lembrasse.

    Gail manteve sua arma apontada para as costas dos inimigos e disse:

    - Se se mexerem, eu vou atirar. Vamos pegar nossas coisas e sair daqui.

    O evo percebe que um dos bandidos ali era realmente um dos que o tinha acertado, reconheceu pelo corte de cabelo e pela cor dos olhos. Bloo entra no cômodo e fica observando vocês, confuso pergunta:

    - Bloo fecha porta?

    - Fique de olho e avise se ver alguém, está bem? - Respondeu Gail sem tirar sua mira dos homens.

    O alienigenazinho vai para porta e fica de olho como foi pedido. Quando vocês reviram o cômodo, vão achar a mochila de Rosso, dentro havia por sorte o datapad (com as informações da princesa Annelise) e uma corda. Em outra caixa estavam os gudans, todos eles, inclusive os de Chui e Rosso. As armas estavam em um armário. O príncipe ficou feliz de ver sua espada, ele a tinha ganhado desde muito jovem e além do Archangel (gudan), era o único objeto que estimava. Sem desvirar a arma dos inimigos, ele pega a espada de volta com a ajuda de vocês, e pendura a bainha no quadril como de costume. Marin também encontra sua espada, que era também um dos artefatos. Rhaenee acha sua pistola.

    - O que vamos fazer com esses homens? - Pergunta Gail, só a promessa certa de sair dali já era o bastante para animá-lo.  

    De repente o som de algo caindo é ouvido, não era naquele lugar, mas do lado de fora, um som que os três reconheciam muito bem. Era como uma explosão de algo ao longe. O som foi seguido por um tremor leve do chão, e logo ouvem um rugido alto e assustador. O príncipe olha para trás e os encara com um semblante preocupado. Os três sabiam muito bem o que isso significava, não apenas o chão tremia, mas seus corações.Alguma criatura gigante estava a caminho.

    - Eles sabem que estamos aqui... - Murmurou Gail quase como um sussurro.

    - O que... O que está acontecendo? - Questionava um dos bandidos.

    Bloo apenas encarava vocês com um olhar confuso. O que aconteceria se o gigante alcançasse Seleucia? Como iriam sair desse planeta? E Rosso e Chui? Como eles ficariam bem sem seus gudans?

    ----> Cena (Chui e Rosso)

    Trilha Sonora:


    No corredor de Seleucia, Chui passava por uma das piores situações de sua vida, o passado havia descido sobre ele como uma tempestade de pedras. Seu sangue estava manchado pela criminalidade, o homem que venderia seus amigos, era seu pai. O caçador perdeu totalmente o controle da situação, e mesmo no chão, lágrimas quentes, derramadas pela raiva do próprio sangue, escorriam por seu rosto e pingavam no chão metálico. Uma situação estranha ocorria entre os presentes, os capangas se entreolhavam e a mulher havia ficado confusa em como proceder. Rosso ainda estava sendo imobilizado pelos dois homens.

    - O que vamos fazer? - Perguntou a garota ao chefe - Se ele é seu filho mesmo, ele vai entrar para nossa gangue?

    - Vamos seguir o plano - Respondeu Chacal - Deixaremos Chui em Locus. Depois dessa traição, duvido que se junte a nós. Mas não irei machucar meu filho. Abram a porta, iremos usar o comandante para nos passar as informações que pudermos encontrar da nave.

    Os dois capangas levantaram o comandante, mas ainda seguravam seus braços para trás. Quando a mulher se aproximou para abrir a porta, hesitou ao ouvir o berro de Rosso:

    - O que pensam que estão fazendo!!

    Em seguida o comandante lançou um olhar de compaixão para o caçador, seguido de uma encarada firme quando continuou:

    - Chui! Que orgulho que estou de você! Definitivamente não poderia ter tido um soldado melhor! É uma honra servir ao seu lado.

    A mulher ficou irritada com essas palavras e já ia caminhar em direção o comandante, quando foi impedida pelo braço de Chacal. O chefe ficou em silêncio, mas seu semblante não demonstrava nenhuma emoção. Rosso continuou:

    - Caramba Chui! - Rosso sorriu - É um miserável garoto de Locus, gênio, atirador e tem uma maldita coragem que... Que salva as pessoas. Sei que aquelas pessoas de Duos estão muito gratas a você. Você vai mudar o mundo ,garoto, a princesa sentiu isso naquele dia... Por isso ela confia em você. A galáxia precisa de você, seus amigos precisam de você, eu preciso. Então pare de ter pena de si mesmo! Filhos não são iguais aos seus pais! Nós é que fazemos nossas próprias escolhas, nossas ações ditam o que somos... Agora enxuga esse rosto de pirralho melequento e levante a cabeça, é uma ordem do seu comandante!

    - Já chega! - Gritou Chacal - Vocês são todos iguais! Então foi assim que pegaram a confiança do Chui? Patético! É assim que fazem, fingem que somos seus amigos para usarem nossas habilidades, para ganhar nossa fidelidade. Ai talvez podemos esquecer não é? Esquecer dos descasos, do roubo, da fome que causaram aos nossos, da humilhação... Sempre seremos descartáveis, quando não precisarem mais dele, vão esquecê-lo não é? É útil para lutar, mas na hora da diversão, da convivência, ele é inferior demais, não é assim?! Nunca o deixariam participar de seu círculo social! Mas não vou deixar fazerem isso com meu filho. Não vão usar ele como sacrifício!

    - Quem é você para ter alguma moral sobre ele? - Provocou Rosso - Passou a vida inteira sem protegê-lo e agora quer dar uma de pai?! Na verdade eu até agradeço por isso... Sem você, ele se tornou um garoto brilhante... Chui é...

    Chacal acertou um soco no rosto do comandante.

    - Maldito militar - Disse Chacal entredentes - Vai nos levar a princesa ou vou arrancar cada pedacinho daqueles seus soldados, até me dizer onde ela está. Agora eu tenho até um motivo a mais para isso. Estão usando meu filho e eu não vou permitir isso!

    De repente um barulho de explosão é ouvido. Chui e Rosso conheciam muito bem esse som, vinha de fora e foi seguido por um tremor do chão. O coração do caçador também treme, sabia bem o que era. Um rugido alto foi ouvido, também era um som vido do lado de fora. Um gigante estava em Nihil. Se perdessem a nave, como sairiam de Nihil? Como estaria Ray, o Marin e o Gail? Como se defenderiam sem os gudans? Chacal e seus homens se entreolharam confusos, não sabiam o que poderia ser.

    - Você está louco! - Berrou Rosso, mesmo com os dentes manchados de sangue - Vamos todos morrer se ficarmos aqui! Acha mesmo que vão pagar a vocês pelo príncipe? Eles já mandaram os monstros parar buscá-lo...

    O chefe deu mais um soco no rosto de Rosso, em seguida lançou um olhar para o filho.




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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Ter Jun 27, 2017 8:23 pm

    Marin ficou tão aliviado em ouvir que as coisas estavam ali que quase se esqueceu do quanto queria dar o troco nos mercenários. Gail manteve a arma apontada para os capangas e instruiu os outros a pegar seus pertences, mas antes disso o evo conseguiu reconhecer um daqueles dois como um dos que socaram-lhe anteriormente. Quando teve certeza de que era ele, Marin fixou o olhar no capanga e a raiva o encorajou a ataca-lo naquele mesmo instante, mas não foi o que fez. Olhou para os lados e viu Ray, Gail e Bloo. O que eles pensariam do evo se o vissem "torturar" um homem para se vingar? Embora isso irritasse o evo, foi essa dúvida que o impediu de fazer sua justiça naquele primeiro momento. Porém, ainda não conseguia entender por que seria errado aniquilar aqueles dois ali mesmo.

    Quando seu olhar já havia pesado por muito tempo sobre o capanga, Marin desviou o foco e andou pela sala procurando por suas coisas. Depois da busca pela sala, a mochila de Rosso e o datapad haviam sido recuperadas, assim como uma corda. Logo encontraram os gudans e a partir dali o evo sentiu que aqueles mercenários já não eram mais um problema. Seria fácil varrê-los de Nihil com o Oberon. Mas o achado mais feliz para o evo foi a espada, o artefato que lhe fora confiado para que guardasse.

    O evo jogou guardou a adaga consigo, imaginando que ela talvez pudesse vir a ser útil em alguma situação e também para não deixa-la jogada por lá. Já tinha tudo consigo quando ouviu Gail perguntar sobre o que fariam com aqueles capangas, e então mais uma vez Marin voltou a encarar aquele que havia lhe dado socos. Dessa vez não se segurou tanto e tentou golpear o rosto do mercenário com a lateral da espada, para não corta-lo. Pensou que pararia por ali, mas por impulso tentou também um corte profundo na coxa do capanga, para garantir que ele não sairia de onde estava com facilidade. Se bem sucedido, Marin repetiria o corte no outro mercenário também.

    - Acho que podemos deixa-los aqui... afinal já nos livramos de todos os outros nesse corredor.- Mentiu para não correr o risco de os dois gritarem por ajuda assim que estivessem sozinhos. Obviamente seria melhor desacorda-los ou até mata-los, mas naquela ocasião o evo optou por sugerir algo diferente.

    Em seguida, ouviu-se o som de algo enorme caindo do lado de fora daquela base de mercenários. Parecia uma explosão e estava longe, mas o tremor que fez no chão já alertava quanto ao que viria a seguir. O forte rugido que veio depois apenas confirmou o que Marin já temia. Diferente da última vez em que enfrentaram uma criatura tão grande, no hospital em Duos, o evo estava confiante na vitória. Dessa vez nem tanto, pois agora sabia como era enfrentar algo assim desde o inicio. Assim que acostumou-se com a ideia de que um monstro gigante estava a caminho, Marin observou os outros para ver como estavam.

    - Chui e Rosso vão precisar dos gudans o quanto antes...- Só não sabia se conseguiriam entrega-los antes que a criatura os alcançasse.- Acho que podemos só sair agora que recuperamos tudo... uma criatura gigante apareceu e o líder não está aqui, então os mercenários devem ficar perdidos, mas... se a criatura estiver muito perto, acho que ela precisa ser atrasada. Seria arriscado enfrenta-la só nós três..

    Luxi
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Ter Jun 27, 2017 9:44 pm

    - Ah! Achamos! - comemorou aliviada, abandonando a arma por um momento para equipar o relógio do gudan e sua pistola. Guardou a dos capangas dentro da mochila e voltou a apontar para eles.

    Ray só queria que eles saíssem de lá o quanto antes. Por mais que enquanto o grupo apanhava estivesse pensando em formas de se vingar de cada um, agora que estava livre, só tinha necessidade de sairem correndo do local, então nem pensava que qualquer um dos dois poderia ter um sentimento maior do que esse, até Gail levantar a pergunta.

    - Como assim? - olhou de Gail para Marin. Eles queriam fazer algo com aqueles homens? Pensou um pouco, mas Marin logo complementou. -  Eu concordo. Mas ainda acho que podíamos amarrá-los. Podemos usar a corda e amarrar um no outro. Pelo menos assim não vão inventar nenhuma gracinha, esses mercenários...


    Mal terminou de falar e já ouviram um estrondo lá fora. Mais uma vez olhou seus amigos.

    - Não pode ser... Aquelas criaturas? Vieram atrás de você aqui??? - começou a pensar como poderiam ter imaginado caçá-los naqueles lugar - Será que... a mensagem que eu tentei mandar antes acabou chegando? Ou então... o Chui... - até então não estava acreditando que o caçador era um traidor, mas e se fosse verdade? Balançou a cabeça negativamente e ouviu Marin. - Isso. Temos que sair daqui agora. Não sei quão perto está essa coisa, mas pelo menos um de nós precisa ir até Seleucia e salvar o comandante. Sei que é arriscado, mas não sabemos que tipo de problema eles estão enfrentando lá agora. Corremos o risco de.. bem, não quero pensar nisso. Mas enquanto dois de nós seguramos a criatura, o outro pode salvá-los com o gudam.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Ter Jun 27, 2017 10:02 pm

    Chui ainda estava aturdido com as recentes revelações, e sua mente estava muito confusa para tomar qualquer decisão que fosse, e temia que Rosso pagasse por isso. Mas se sentia incapaz de agira, e não ouviu muita coisa do que disseram até o comandante gritar, e foi quando ergueu o rosto para ele.

    As palavras de Rosso atingiram o caçador em cheio. Ele sabia da veracidade daquelas palavras, e, mesmo que também soubesse que usava-as para encorajá-lo, Chui entendia que eram incentivos reais, pois conhecia seu comandante. Ao contrário do que Chacal falava, nunca tinha sido usado enquanto estava na presença de seus amigos. Sempre foi muito bem recebido e tratado diante dos outros, como um igual e como alguém útil para a equipe e para Primus. E mesmo depois de ter passado por momentos constrangedores em Duos, sabia bem no fundo que tinha feito a coisa certa, e sua memória reviveu a lembrança das pessoas no televisor o agradecendo indiretamente.

    Um som alto e retumbante ecoou acompanhado de um tremor vasto que chegou até Seleucia. Aparentemente mais um daqueles bichos enormes havia acabado de aterrisar. Chui enxugou as lágrimas. Era hora de agir e de confrontar o Chacal.

    - Ninguém está me usando. - disse o garoto se erguendo e ficando de pé. - Não compartilho da sua visão de mundo e não sou desmerecido por aqueles que me cercam e verdadeiramente querem o melhor para mim. E eu tive que fingir trair estas pessoas para que você não as matasse! Como você pode ser alguém assim? Como pode querer ter alguma voz sobre meu destino? Você me deixa para trás, me larga à própria sorte com Ashanti e agora retorna e ainda quer tirar tudo o que eu tenho? Ninguém sabe onde está a princesa, e se fosse esperto já teria notado isso. Você não vai conseguir nada, já nos acharam, acabaram de mandar o monstro deles até aqui! Quer mesmo morrer por uma chance de nada? Faça alguma coisa certa na sua vida e nos deixe sair, fuja! Aquela criatura não vai parar até que todo mundo esteja morto. Se você se considera um pai, ao menos faça uma coisa por seu filho e pelos amigos dele.

    Chui estava de pé, a pose ereta, os olhos molhados mas confiantes, o cenho franzido e as mãos cerradas. Permaneceu assim à frente de Rosso, para impedir que não o ferissem.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Ter Jun 27, 2017 11:00 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Gail ouve a resposta dos amigos sobre o que fazer com aqueles homens, o evo se adiantou e golpeou os bandidos com a lateral de sua espada, por impulso até abriu um corte nas coxas deles. Marin acreditava que seria melhor deixá-los ali e Rhaenee queria os amarrar com a corda para que não fugissem. Mas foi uma surpresa para Gail e Ray verem o amigo golpear os bandidos, embora estivessem também com raiva daqueles homens. Com Ray apontando a arma para os sujeitos, o príncipe pega a corda e faz conforme a guarda-costas havia dito, ele tenta amarrar os dois homens um no outro. Mas não sabia se tinha dado um bom nó, já que essas atividades não faziam parte de sua função. Por isso, Ray teve que intervir, e os amarrou bem enquanto Gail ficou apontando a arma para os bandidos. Ela havia aprendido na academia como amarrar pessoas de forma segura, e viu que o que o príncipe havia feito não era nada eficiente.

    Todos ficaram tensos quando ouviram que a criatura se aproximava deles. Será que Chui os havia traído? Era uma pergunta que ficava no ar. Agora deveriam decidir o que fariam em seguida. Marin dá sua opinião, achava que podiam sair dali agora e que deveriam atrasar a criatura. Ray no entanto, tinha algumas dúvidas sobre o motivo daquelas criaturas estarem ali. Ela sugere que deveriam sair agora, e que dois deveriam segurar a criatura e outro deveria ir salvar Chui e o comandante, entregando a eles seus gudans. O príncipe fica preocupado e pensa sobre o que os amigos haviam falado, em seguida responde:

    - Então um de nós deve ir até Seleucia e entregar isso ao comandante... Mas não sei se dois de nós aguentaria aquela coisa. Ela deve estar vindo na minha direção... Acho que eu e o Marin podemos tentar atrair a criatura para longe da nave e você pode tentar salvar o comandante... Alguém tem que proteger o Bloo também...

    Gail continua sua indagação:

    - Não gosto de nos separarmos... Pensando melhor, e se o chefe e aqueles bandidos fizerem mal a Ray? Ela precisa sair do gudan se for entrar na nave, porque não dá para entrar com ele... Nisso podem prender ela e o Bloo... O que vamos fazer? Acho que nós podemos sair e ver onde está a criatura, ai teremos ideia da distância. Se estiver longe, talvez possamos chegar em Seleucia antes e juntos. Mas se não... Dois de nós fica para trás e segura aquela coisa até o outro salvar o comandante. Concordariam com isso? Talvez seja melhor alguém bom em ataques físicos para entrar na nave, e não a Rhaenee. O Marin poderia ser aquele que vai entrar na nave e procurar o comandante, ele é bom em lutas assim. O que acham? Assim eu e Ray tentamos atrasar aquela coisa. Até porque, ele está atrás de mim, então eu não posso ser aquele que vai ir para Seleucia.


    O príncipe olha para o alien e diz também:

    - Posso levar o Bloo comigo, o meu Archangel tem espaço para um passageiro, ele é de uma fabricação superior. E então? Vai ser isso que vamos fazer? Marin entrega os gudans para o comandante e eu e a Ray atrasamos a fera? Se for você Marin, cuidado com Chui, não seja tão ingênuo... Eu sei que é algo doloroso de se dizer...

    ----> Cena (Chui e Rosso)

    Chui finalmente se levantou, enxugou as lágrimas e se colocou na frente do comandante. Em seguida dirigiu suas palavras ao Chacal, seu pai. O caçador não acreditava que o estavam usando e defendeu seu ponto de vista na frente daquele que o abandonou. O homem ficou ouvindo com o semblante frio de sempre. A garota começava a ficar preocupada e os capangas também.

    - Como pode falar assim com o seu pai seu pirralho - Reclamou Chacal, depois pensou por alguns segundos enquanto encarava o filho na frente do comandante - Eu não vou mudar minha opinião a respeito dessas pessoas, eles não são seus amigos. Mas pelo visto, não tenho crédito para falar disso...

    O chefe olha para os seus subordinado e continua:

    - Alguém deve ter nos traído para esses caras estarem aqui. Se eles não vão pagar pelo príncipe, também não vão tê-lo. Ninguém fica devendo Chacal. Temos que voltar para o acampamento e impedir que isso aconteça! Se não for possível, escapamos todos na nave junto com os prisioneiros.

    - Isso mesmo chefe! Eles não vão ficar com nosso trabalho suado!

    Depois ele volta a encarar Chui e diz:

    - Não era para ter te conhecido, mas aconteceu. Na época sua mãe faleceu... Não era vontade dela que vocês crescessem no meu ambiente, temos muitos inimigos. Então levei os dois para o orfanato, para que não tivessem ligações comigo. Essa é sua história. Certa vez voltei para saber como estavam, e me indicaram a tribo onde sua irmã estava. Mas só observei de longe, ao que aparentava ser, você estava fora trabalhando como caçador... Mas o que eu quero saber agora é o que vamos ganhar se te ajudarmos? Se deixarmos o príncipe com você filho, o que vai acontecer? Eles são poderosos, como vai vencer essas criaturas? Vamos escapar todos juntos e levar os prisioneiros. Você não vai conseguir vencê-los. Não se mate por essa causa perdida.





    OFF: Desculpe o turno pequeno, é mais para decidirem o que vão fazer mesmo, gosto de permitir que decidam por conta própria. Por isso peço que Ray e o Marin digam exatamente o que planejam fazer, para eu saber como vão prosseguir o plano, dizendo o que cada um vai fazer e se concordam com o príncipe.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Qua Jun 28, 2017 7:47 am

    - Bem, eu concordo... em partes. Se aquela coisa está atrás de você, então vai partir com tudo para cima da gente. A chance de aquilo tentar te capturar é alta. Não devia estar preocupado comigo, mas com o que eles querem fazer com você. Mesmo assim, se pararmos para pensar, Marin está com a prótese debilitada, eu estou há um tempo lutando com um braço só e você é o alvo que eles querem... Nossa situação não podia ser pior. - riu de nervoso. Mesmo sendo a guarda-costas de Gail, lembrava-se que das últimas vezes não tinha sido a mais eficiente em protegê-lo, motivo pelo qual ele foi envenenado e seu braço incapacitado momentaneamente. - De qualquer forma, eu tenho habilidades que me permitem salvar o príncipe se algo acontecer... e é isso que devo fazer. Certo. Acho que não temos muita escolha. Gail vai proteger Bloo. Eu vou proteger Gail e atrasaremos o monstrão. Por favor, Marin, resgate nossos amigos... Entendo a preocupação sua, Gail, mas Chui merece uma chance de nos dar uma explicação. Eu ainda confio nele...  Então, combinados?
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Qua Jun 28, 2017 7:42 pm

    Marin apenas ouve atento ao que Gail e Ray conversavam enquanto pensava a respeito. Desde que havia levantado a questão de atrasar o monstro, já havia começado a pensar em quem seriam os responsáveis por faze-lo. Gail estava certo em presumir que a criatura viria atrás dele e também não parecia haver problema com a ideia de deixar Bloo com o príncipe, pois a criança azul realmente estaria mais segura dentro de um dos colossos de metal. Depois que terminou de ouvir os dois, demorou um pouco mas assentiu.

    Estava bastante preocupado sobre o quão grande era a criatura dessa vez e qual sua aparência, entretanto também confiava em Ray e Gail para lidar com o monstro. A guarda costas não permitiria que o príncipe se machucasse e vice-versa, além de que ambos certamente se entendiam muito bem trabalhando juntos. Ainda assim, era inevitável ficar um pouco preocupado pelos dois. Por isso Marin tentaria encontrar Chui e Rosso o mais rápido possível para entregar-lhes os gudans e juntar-se à batalha.

    - Tudo bem. Eu concordo.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Qua Jun 28, 2017 9:48 pm

    - Você não entende nada de amizade. - bradou Chui em resposta a Chacal. - Só porque seus aliados são feitos a base de dinheiro e ameaças, não quer dizer que o mundo inteiro se mova por interesse.

    Toda a falta de reação de Chui se foi, e agora ele encarava o Chacal com o olhar firme e sem lágrimas, quase como para um igual, sem medo dele. Olhou para Rosso para ver o estado dele, mas não sabia como conseguiriam sair dali, apenas sabiam que tinha de sair daquele lugar. Mas, mais uma vez o Chacal falou e Chui ia responder, mas ele emendou com a história do seu passado. O caçador ameaçou fraquejar em sua firmeza, mas manteve-se ereto e confiante, mesmo com as revelações, que só fizeram crescer a raiva que tinha do homem à sua frente. Quando ele terminou de falar, foi a vez de Chui de por ara fora:

    - Foi a melhor coisa que fez então, me manter longe de você, e te agradeço por isso, assim não vivo com sua mentalidade. - Chui forçou-se a não perguntar de sua mãe; buscaria informações sobre ela em outro momento. Apenas torcia para que ela não seguisse os mesmos passos do Chacal, embora fosse quase impossível. Por fim, continuou. - Se nos deixar sair daqui e usarmos os gudans, nós derrotaremos o monstro. Já o fizemos antes, podemos fazer de novo. Derrotamos um desses em Duos, e assim, você também sai vivo. E então, o que vai ser?

    Não era a melhor cartada de Chui, mas sua cabeça ainda não funcionava perfeitamente e resolveu arriscar.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Qui Jun 29, 2017 2:09 pm

    ---> Cena cela (Marin, Ray, Gail e Bloo)

    Ray, Marin e Gail finalmente chegaram a um acordo sobre o que fariam. Decididos, caminharam até a saída. Vocês se entreolham por alguns segundos até que finalmente abrem a porta. Do lado de fora estava um caos, os bandidos estavam assustados e tentavam recolher tudo que havia no acampamento e colocar na nave. Quando os viram, não deu tempo de atirarem. Gail abraçou Bloo e ativou o Archangel. Em seguida Rhaenee ativou o Duelista e Marin o Oberon. Três imensos robôs gigantes flutuavam próximo ao acampamento deles e nada mais poderiam fazer para impedi-los. Pela tela de seus gudans, vocês veem a criatura gigante caminhando e em direção a vocês. A criatura era tão grande que era mais alta que a copa da vegetação de Nihil. Por onde ele passava, ia destruindo a floresta bizarra, atrás ficava apenas seu rastro de destruição. O gigante parecia um monstro feito de pedras e tinha dois longos chifres saindo de sua boca, o tamanho era o dobro do que o que estava Duos.

    Do visor dos seus Gudans também é possível identificar por um mapa digital na própria tela de vocês, a localização de Seleucia e dos companheiros Rosso e Chui. Também podem ver o rosto de cada um dos companheiros, exceto de Chui e Rosso. Marin carregava o gudan deles e estava preparado para voar com os propulsores até a nave. No vídeo era possível ver Bloo sentado em um banco atrás do príncipe, ele parecia um pouco assustado. Oberon então voa em direção a Seleucia, enquanto os outros dois ficam para segurar a criatura. (Marin vá para a terceira cena, você sai dessa aqui).

    - Caramba! Esse é... Enorme... Vamos Ray, vamos atrasá-lo! Tente ficar na defensiva... Vou ver se consigo chamar atenção dele...


    Para adiantar a situação, assim que Oberon se retira, Gail atira com a pistola em direção ao monstro. Porém seu tiro em nada tem efeito contra a criatura. A pele de pedra do gigante parecia incrivelmente resistente. O gigante ignora a presença do Archangel e do Duelista e estranhamente continua andando e vira em outra direção, não em direção ao príncipe, mas em direção a Seleucia!

    - Que? - Exclamou o príncipe - Eu estou aqui! Pensei que ele estava aqui por minha causa!

    - Bloo com medo... - Disse Bloo lagrimejando, era incrível o quanto ele aprendia a falar tão rápido.


    Como o Duelista e o Archangel estão voando acima da floresta, podem ver pelos seus visores a posição da nave e o Oberon pousando por perto.

    Imagem do gigante:


    ----> Cena (Chui e Rosso)

    Nos corredores a troca de palavras em Chui e seu pai estava tensa. O garoto parecia se fortalecer, já não estava aturdido como antes e enfrentava aquele que o abandonou. O caçador já não tinha medo dos bandidos ou do chefe. Chacal ouve os argumentos do filho e coça a barba, em seguida responde:

    - Você parece ter crescido o bastante para enfrentar suas próprias batalhas. Vamos voltar para acampamento e pegar os gudans. Quero me vingar desse miserável que quer me passar a perna.


    O chefe se aproxima de Rosso, embora seu filho estivesse na frente, e diz:

    - Vou soltá-lo, mas se não seguir o plano do meu filho, eu não te darei outra chance.

    Com a ordem de Chacal, os capangas finalmente soltaram Rosso. A porta foi aberta e o plano foi explicado aos outros homens. Em grupo, todos se dirigem para a saída da nave. Descem até o hangar e quando passam pela abertura da garagem, em direção ao chão de Nihil, vocês veem um robô gigante, um gudan. Chui o reconhece, era o Oberon. (Ir para a próxima cena).


    ----> Cena (Chui, Marin, Rosso)

    Assim que o Oberon chega até onde estava Seleucia, ele vê no visor : Chui, Rosso, os bandidos e chefe saindo da nave. Marin estranha o movimento, e ao que aparentava, ninguém estava prendendo ninguém, Chui e o comandante estavam livres. O evo sabia que tinha que entregar o gudan a eles o quanto antes, ele podia também ouvir o monstro vindo atrás dele.

    Quando os bandidos e o chefe veem o gudan de Marin pousando na frente deles, não conseguem ter tempo parar admirar, pois havia algo muito maior atrás. Era impossível não ver o monstro gigante que vinha na direção deles, aquela coisa era imensa! Um monstro com pele feita de pedra e longas presas saindo da boca. A criatura soltava um rugido assustador e por onde passava, destruía a floresta de Nihil. Aves saiam voando assustadas para bem longe. Os capangas e a mulher se entreolhavam assustados, nunca tinham visto algo assim antes, agora sabiam da gravidade do problema. Estavam tão pasmos com o gigante, que nem pararam para pensar em como aquele gudan estava ali, mas era claro que os prisioneiros deviam ter escapado.

    - Esse é seu amigo? - Perguntou Chacal receoso.

    - Chefe, temos que sair daqui!! - Alarmou a mulher - Nunca vi algo assim antes... Te-temos que voltar! O acampamento!

    Chacal não responde aos seus companheiros, mas lança um olhar para filho e diz:

    - Se acha que pode caçar essa fera, vai em frente.


    De onde Chui está, não dá para ver o gudan de Gail e de Ray ainda. O comandante acena com os braços para o Oberon e comenta:

    - Ele conseguiu escapar! Espero que ele tenha trazido nossos gudans- Comentou Rosso - Não podemos deixar aquela coisa destruir Seleucia.


    Imagem do gigante:


    ----> Mapa (Todos)

    Para ajudar na visualização da cena:

    Mapa:




    Trilha Sonora para batalha:


    Informações:

    - Rhaenee role iniciativa. (Agilidade do gudan)
    - Chui, Rosso ainda não estão na batalha, precisam de seus gudans e demora um turno para ativá-los. Marin também gasta uma ação para se desmontar, caso for entregar os gudans aos amigos.
    - Marin, para entregar os gudans, você tem que desmontar. Em um turno pode ter duas ações, então você pode desmontar e montar novamente, tudo vai custar um turno apenas. Entregar coisas ou falar, são ações pequenas que não gasta espaço de ação.

    Regras de Batalha:

    Spoiler:
    ->Vocês tem direito a duas ações de batalha por turno, pode ser dois ataques, uma ação de movimento e uma ação de ataque, ou duas ações de movimento.
    Até 5 quadrados é apenas uma ação de movimento, acima de disso já será considerado duas ações. Durante a batalha, o gudam pode se mover até 10 quadrados no máximo, para isso, gasta 2 ações.

    -> Dano depende da arma que for usada.
    -> Ataque a distância do gudam de vocês funciona até 10 quadrados de distância.
    -> Algumas habilidades de classe se aplicam ao gudan, lembram?

    Situação dos Gudans:


    Chui - Kakuri

    Defesa: 8
    PV: 160/160
    Ataque: Corpo a corpo + 2 /Distância +6 (+3 agi , +3 classe)

    Marin - Oberon

    Defesa: 9
    PV:  160/160
    Ataque: Corpo a corpo +5 (+ 3 for + 2 class) /Distância +2 (+1 agi +2 class)

    Ray - Duelista

    Defesa: 8
    PV: 150/150
    Ataque: Corpo a corpo + 4 (2 for, +2 class) /Distância +3

    Gail - Archangel

    Defesa: 9
    PV: 150/150
    Ataque: Corpo a corpo + 5 (+3 for, +2 class) /Distância +2


    Rosso- Gladiator
    Defesa: 8
    PV: 160/160
    Ataque: Corpo a corpo + 5 (+3 for, +2 class) /Distância +2
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Qui Jun 29, 2017 9:15 pm

    O caos os ajudou a sair do lugar sem precisar de mais lutas. Não podia dizer que era uma sorte, mas lutar em um gudan parecia mais animador... até que de fato estavam neles e as coisas não saíam como planejado.

    - Boa sorte, Marin! Nos vemos em breve - Ativou o Duelista e acenou para o Bloo choroso através do monitor.

    - Não chora, Bloo. Vai ficar tudo bem. Tio Gail vai cuidar de você. Se não cuidar, eu bato nele. Certo, vou tentar ficar na defensiva e....MINHA NOSSA OLHA ISSO. - ficou boquiaberta olhando o tamanho da criatura. Mesmo dentro do Duelista, aquilo era gigante MESMO. - Certo... - olhou o painel do gudan, pensando no que fazer, enquanto Gail tentava chamar sua atenção. - Quê!? Mas não adiantou nada?? Será que... ele quer é a nave? E agora, o que a gente vai fazer? Gail... desse jeito teremos que chegar perto e chamá-lo pela frente. É arriscado, mas... Deixa eu ver se acho algo. - mordeu o lábio e acionou o botão da visão ampliada, queria ver se enxergava algo diferente em seu corpo, alguma falha ou abertura que pudessem explorar. - Não podemos ficar para trás! - ela comandou o gudan para que avançasse em linha reta (5 quadrados).
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Sex Jun 30, 2017 12:08 am

    Com todos cientes de como as coisas seriam, o grupo seguiu pelo corredor rumo à saída e atravessou a porta depois de alguns instantes de hesitação. Como esperado, os mercenários estavam completamente assustados e já começavam a evacuação do acampamento, e então Marin olhou na direção da causa de todo aquele pânico. Não poderia negar que o tamanho daquela criatura o havia deixado mais apreensivo, talvez até menos confiante. Bastava olhar para ela para ter certeza de que era superior ao último monstro que haviam enfrentado em Duos. Não só seu tamanho, mas também características de sua aparência já faziam o evo imaginar quais seriam as complicações no combate.

    Depois, quando já estava dentro do Oberon e pronto para agir de acordo com o planejado, Marin observou com atenção tanto o mapa digital quanto os rostos de seus companheiros. Ainda confiava nos dois para segurar a criatura, mas agora temia ainda mais que algo acontecesse enquanto estivessem apenas os dois contra o monstro. Por isso apressou-se e seguiu caminho para encontrar Chui e Rosso, e então enfrentariam a criatura juntos como da última vez. O evo acreditava que sua confiança aumentaria assim que tivesse certeza que todos estavam bem e prontos para transformar aquilo em um cinco contra um.

    Usando o Oberon, o caminho até a Seleucia não pareceu tão longo, mas Marin lembrava-se muito bem do quão complicada fora a travessia apenas andando. Quando chegou no local da nave, o evo foi surpreendido ao encontrar Chui e Rosso livres e aparentemente andando ao lado dos mercenários por vontade própria. Foi muito estranho vê-los assim, pois até poucos instantes atrás estava planejando o que faria caso os mercenários usassem o caçador e o comandante de reféns, mas de qualquer maneira era um alivio ver ambos soltos.

    Seja como for, as perguntas e detalhes ficariam para depois. Não poderia deixar Ray e Gail esperando, então logo parou onde estava e desmontou do Oberon sem hesitar. Caminhou apressado até o comandante, sempre desconfiado quanto aos mercenários e atento aos movimentos deles, e então estendeu a mão para entregar-lhe o Gladiator.

    - Ray e Gail ficaram para atrasar a criatura...- Explicou a ausência dos companheiros, embora fosse meio óbvio o porquê de não terem vindo todos juntos. Também balançou o braço com o que restava da prótese para deixar claro que estava bem.

    Depois de entregar o gudan do comandante, Marin também estendeu a mão para entregar o Kakuri para Chui. Toda aquela situação com os mercenários que agora não pareciam ser mais os inimigos ainda era confusa, mas o simples fato de o caçador estar andando lado a lado com Rosso já era o suficiente para que Marin tivesse a certeza que faltava para dizer que Chui não era um traidor. O evo rapidamente assumiu que toda a traição fora apenas parte de um plano, assim como vinha pensando que fosse.

    - Achávamos que a criatura estivesse atrás do Gail...- Comentou com os dois, ainda com um pouco de dificuldade para ignorar a presença dos mercenários. Optou por não tocar no assunto da "traição", pois acreditava que o gesto de entregar o Kakuri já expressava muito bem sua confiança em Chui.- É estranho imaginar que aquilo esteja atrás de uma nave que talvez nem volte a voar.

    Marin queria acreditar que não, mas também já havia considerado a possibilidade de o trajeto da criatura envolver a localização do artefato de Annelise. Mas não havia tempo para pensar nessas hipóteses. O evo voltaria ao Oberon o quanto antes.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Sex Jun 30, 2017 10:24 pm

    Chui mantinha os olhos fixos no Chacal, e não deixou de demonstrar uma certa surpresa ao ver que ele havia concordado com seu plano. Seria parte do sentimentalismo de pai aflorando com a ideia de se orgulhar com o filho? Fosse ou não, o garoto não ligava. Mas ficou contente que ao menos também libertaram Rosso, embora não se soubesse até quando.

    Porém, quando foram para o lado de fora, o tamanho da criatura os deixou assustados; era enorme! Outra coisa que assustou o Chacal, mas não Chui e nem Rosso, foi a presença de Oberon, e consequentemente, de Marin. O mecha se desmontou à frente dele trazendo o evo ao solo, e ele carregava os gudan do caçador e do comandante. Chui deu um sorriso, sabia que era um gesto amigável e de confiança para com ele, e aceitou de bom grado, sentindo os pelos do corpo se arrepiarem com a adrenalina.

    - Não se preocupe, é meu amigo sim. Fico feliz que tenham escapado, mesmo que aparentemente ao custo de sua mão... - com mais um sorriso disse, sem olhar para o Chacal. - Não se preocupe, vou acabar com esse monstrengo.

    Chui ligou o relógio e Kakuri foi se formando ao redor de seu corpo, e à medida que os painéis holográficos e digitais foram se formando na cabine, a emoção da batalha crescia em seu peito. Estava contente de poder fazer isso novamente.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Gakky em Dom Jul 02, 2017 8:34 pm

    Do lado leste, Gail e Ray tentavam pensar em uma forma de atrasar o monstro. Bloo, a criança alien, choramingava com medo da situação, um monstro daquele tamanho realmente era assustador. Ray tentou animar Bloo, que se esticou para frente com o objetivo de se aproximar da imagem dela na tela. O príncipe ao ouvir o comentário da amiga, reclamou um pouco:

    - Que? Me bater? Isso já está virando mal costume... - Depois virou um braço para trás e acariciou os cabelos do alien - Calma, vai dar tudo certo... Pode olhar para Ray se quiser, a imagem dela vai ficar aqui na tela o tempo todo.


    A criança enxugou os olhinhos e não tirou os olhos da imagem de sua protetora.

    - Ray... Tá...


    Enquanto isso, Rhaenee observava o monstro, ela se aproximou do gigante e usou a visão ampliada do Duelista para ver se enxergava alguma falha no corpo dele por onde poderiam levar alguma vantagem. E felizmente ela percebeu algo, havia partes do corpo do gigante que não possuíam a cobertura de pedras, estas eram nas axilas, nos olhos e dentro da boca. Talvez pudesse usar isso como vantagem.

    Por sorte ou não, o gigante não atacou ainda.  Continuou andando em uma direção própria, para o lado onde estava Seleucia. A cada passo seu, a floresta era mais destruída, aves reptilianas voavam para longe. Archangel se aproxima e fica perto de sua amiga, ele atira mais uma vez com a pistola, mas o tiro pega na "armadura"de pedra e não causa dano algum a criatura. O grupo de Chacal viu o gigante se aproximar e começou a recuar para trás. Marin desmontou e entregou os gudans para seus amigos, ele não duvidou de Chui.  

    - Ótimo trabalho Marin - Respondeu o comandante quando pegou o Gladiator - Eles devem querer destruir a nave para nos impedir de voltar!

    O caçador também pega seu gudan. Ao mesmo tempo, os três acionam seus gudans, várias placas metálicas e engrenagens se montam rapidamente ao redor de vocês, a tecnologia dos robôs gigantes era realmente incrível. Kakuri, Oberon e Gladiator aterrissam no chão, poeira de terra é revirada para cima quando os pês de seus robôs aterrissam no solo. Os três podem ver de seu visor o monstro gigante se aproximando em sua direção. Na tela também aparece o rosto de Gail e de Ray. Agora todo o grupo pode se ver pelo vídeo e se comunicar. O príncipe fica surpreso por ver o rosto de Chui. O caçador percebe também o rostinho de Bloo atrás do de Gail.

    - Chui?! - Indagou Gail confuso.

    Rosso começa a dar ordens, do visor de vocês, é possível ver que o rosto dele estava manchado de sangue, tinha levado muitos socos, mas agia como se estivesse bem.

    - Preparem-se soldados! Esse é dos grande! E parece que ele não está querendo o príncipe dessa vez, mas não falem isso na frente dos mercenários. OK? Sempre digam para eles que o monstro quer o príncipe! Depois eu explico! Essa vai ser uma maldita batalha! Não deixem essa coisa destruir Seleucia!


    - Mas... Sério que ninguém vai falar da traição do Chui? - Exclamou Gail confuso - Ash... Que seja...


    O monstro encara o Oberon, conforme ele andava, poeira e pequenas pedras rolavam de sua superfície. Um dos repteis voadores, que estava fugindo do gigante, acaba indo na direção do grupo dos bandidos e agarra o braço de um dos capangas e levanta voo com o homem. Logo o resto do bando veio e atacou a "presa", era possível ouvir os gritos de horror da vítima.

    Iniciativas:

    13 Ray
    10 Monstro
    9 Gail

    ----> Mapa

    Mapa:




    Trilha Sonora para batalha:


    Informações:

    - Role Iniciativa Marin e Chui.

    Regras de Batalha:

    Spoiler:
    ->Vocês tem direito a duas ações de batalha por turno, pode ser dois ataques, uma ação de movimento e uma ação de ataque, ou duas ações de movimento.
    Até 5 quadrados é apenas uma ação de movimento, acima de disso já será considerado duas ações. Durante a batalha, o gudam pode se mover até 10 quadrados no máximo, para isso, gasta 2 ações.

    -> Dano depende da arma que for usada.
    -> Ataque a distância do gudam de vocês funciona até 10 quadrados de distância.
    -> Algumas habilidades de classe se aplicam ao gudan, lembram?

    Situação dos Gudans:


    Chui - Kakuri

    Defesa: 8
    PV: 160/160
    Ataque: Corpo a corpo + 2 /Distância +6 (+3 agi , +3 classe)

    Marin - Oberon

    Defesa: 9
    PV:  160/160
    Ataque: Corpo a corpo +5 (+ 3 for + 2 class) /Distância +2 (+1 agi +2 class)

    Ray - Duelista

    Defesa: 8
    PV: 150/150
    Ataque: Corpo a corpo + 4 (2 for, +2 class) /Distância +3

    Gail - Archangel

    Defesa: 9
    PV: 150/150
    Ataque: Corpo a corpo + 5 (+3 for, +2 class) /Distância +2


    Rosso- Gladiator
    Defesa: 8
    PV: 160/160
    Ataque: Corpo a corpo + 5 (+3 for, +2 class) /Distância +2
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Luxi em Seg Jul 03, 2017 8:27 am

    Rhaenee sorriu para Bloo, tentando passar uma calma e confiança que não tinha no momento. Depois, chegava a hora de prestar atenção no gigante em busca de pistas.

    - Agora sim! - comemorou a engenhosidade e de repente Chui, Marin e Rosso apareceram por lá. - Comandante! - olhou preocupada para a figura do militar, que sangrava. - Chui. Chui! Vocês estão bem? - falou o nome do amigo, a primeira vez, para reconhecê-lo, a segunda, com um sorriso emocionado, confirmando a esperança que tinha de que ele estivesse mentindo. Entendia que o príncipe demoraria mais para aceitar o fato, mas foi o mesmo com Marin. - Entendido! Comandante, analisei o corpo da criatura. Sua carapaça é muito dura e se não atacarmos seu ponto fraco não conseguiremos atingi-lo. Ele está nos ignorando, mas isso deve parar quando conseguirmos acertá-lo. Ele possui falhas na cobertura de pedra nas axilas, nos olhos e dentro da boca. Precisamos focar nossos ataques nesses lugares. Gail, não é hora para isso, siga meu chamado, vamos tentar atacar sua lateral. Não sei se consigo atingi-lo, vamos ter que chegar mais perto.

    Ela moveu o Duelista até metade do caminho (I12) e posicionou a arma do gudan tentando pegar até o ponto embaixo da dobra do ombro, tentando atingir pelo menos parte da axila para chamar sua atenção ou travá-lo um pouco.
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Pallando em Seg Jul 03, 2017 5:50 pm

    Marin sentiu sua confiança crescer assim que retornou ao Oberon e viu os rostos dos outros na tela, embora nem por um instante tenha pensado em subestimar aquela criatura. Mesmo vendo com seus próprios olhos ainda era difícil acreditar que algo daquele tamanho estivesse vivo e prestes a entrar em combate. Não sabia se deveria preocupar-se mais com a cobertura de pedras ou aquelas coisas pontudas saindo de sua boca. O comandante, por outro lado, parecia estar bem confiante. Suas instruções foram ouvidas e bem gravadas pelo evo.

    Antes do combate, Gail questionou sobre a traição de Chui um por um momento. Sua desconfiança era bem compreensível apesar do momento inadequado, mas Marin não se manifestou a respeito. Foi Ray quem repreendeu o príncipe logo depois de ter compartilhado informações vitais com o restante do grupo. Aparentemente haviam algumas poucas partes no corpo do monstro que não contavam com a proteção da cobertura de pedras, entretanto não eram lugares tão simples de se acertar. A criatura era muito alta para que seus olhos fossem alvejados com facilidade e aqueles chifres fariam qualquer um pensar duas vezes antes de tentar atacar a boca.

    O evo sentia que era muito arriscado se aproximar daquilo sem saber que tipos de golpe poderia sofrer em resposta, e temia o dano que poderia receber de um ataque bem encaixado. Por alguma razão, estava pensando muito mais nos riscos dessa vez. Diferente do que era comum, agora não contava com seu habitual descaso pela própria vida, que o havia permitido fazer ataques impulsivos e quase suicidas em outras ocasiões.

    Agora que conhecia seu passado, tinha a oportunidade de escolher um novo objetivo para sua vida e seguir caminho, ajudando os poucos amigos que julgava ter conquistado. Não queria morrer atoa, e isso o fazia pensar duas vezes antes de atacar de qualquer jeito. Portanto, atacar diretamente a boca sem conhecer a criatura não era uma opção. Precisava saber do que ela era capaz antes.

    - Vou me aproximar.

    O Oberon foi de encontro ao inimigo. Havia percebido que a criatura o havia encarado antes, e por isso seguia com cautela para o caso de essa atenção se manter sobre ele. Até seria vantajoso prender a atenção do monstro em si por um tempo, assim Ray e Chui poderiam atirar a vontade. De qualquer maneira e independente de qual for a resposta da criatura, Marin segue para um ataque na axila no lado direito do corpo.






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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

    Mensagem por Tsumai em Seg Jul 03, 2017 9:09 pm

    Chui estava realmente contente ao ver seus amigos unidos novamente, e podia facilmente compreender as dúvidas de Gail, então nem se importou com isso. Apenas ajustou seus controles, sacudiu a cabeça e deixou a adrenalina fluir.

    - Olá gente, que bom que estão bem. Vamos nos concentrar no monstro e em acabar com isso, depois prometo explicar tudo a vocês. Oi Bloo!

    Chui disse isso para evitar explicações no momento, e ouviu atentamente a fala de Ray demonstrando as fraquezas do monstro e a ação de Marin de se aproximar. Contando que sua melhor tática era sempre permanecer à distância, Kakuri ergueu o rifle colossal e fez dois disparos no monstro, mirando no olho esquerdo.

    - Segura essa...
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    Re: Capítulo 4 - Viagem para Nihil

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      Data/hora atual: Ter Jul 25, 2017 3:48 pm